Sommelier e cervejeiro, Braghim fala sobre a importância conquistas como essas para a gastronomia brasileira de maneira geral
Cervejas Artesanais Brasileiras: Um brinde à biodiversidade
O sommelier e cervejeiro Carlos Braghim destaca o crescente uso de frutas nativas brasileiras na produção de cervejas artesanais, impulsionando a valorização da brasilidade na gastronomia. Para ele, a cerveja, bebida antes vista como popular, tornou-se um veículo para explorar a rica biodiversidade de biomas como a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga e a Mata Atlântica.
Microcervejarias: Inovação e Sabores Únicos
O movimento das microcervejarias, segundo Braghim, é fundamental nesse processo. A flexibilidade dessas empresas permite maior experimentação, resultando em cervejas com sabores inusitados, utilizando frutas como bacuri, açaí, taperebá, murici e araticum. Esse cenário contrasta com a padronização da produção em larga escala da indústria tradicional. Apesar do sucesso, a logística de acesso a essas frutas regionais ainda se apresenta como um desafio para a ampliação da produção.
Amazonbeer: Um Exemplo de Sucesso
Como exemplo, Braghim cita a Amazonbeer, de Belém (PA), que produz cerveja com cupulate, fruta nativa usada como substituto do cacau. Essa iniciativa demonstra a apropriação da identidade regional e o uso sustentável de frutas sazonais, gerando benefícios para a economia local e proporcionando uma experiência sensorial única ao consumidor.
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A utilização de frutas brasileiras na produção de cervejas artesanais representa uma tendência promissora. A combinação de sustentabilidade, valorização da biodiversidade e inovação gastronômica, impulsionada por pequenos produtores, fortalece a cultura local e oferece novas opções ao mercado, mesmo com os desafios logísticos existentes. O reconhecimento público, por meio de prêmios e divulgação, é crucial para ampliar o alcance desses microprodutores e incentivar o consumo consciente.