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Carnaval favorece aumento de doenças infecciosas e exige atenção redobrada à prevenção

Aglomerações, calor e viagens elevam casos de doenças respiratórias, dengue, intoxicações alimentares e ISTs, alerta infectologista
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Divulgação

A combinação de carnaval, calor intenso, viagens e grandes aglomerações cria um cenário favorável para a propagação de doenças infecciosas. Após o feriado prolongado, cresce a procura por atendimento médico, principalmente por crises respiratórias, casos de dengue, infecções gastrointestinais e infecções sexualmente transmissíveis.

Em entrevista à CBN Ribeirão Preto, o infectologista Luís Felipe Visconde, do grupo São Lucas, explicou quais doenças costumam registrar aumento nesse período e reforçou a importância da prevenção, do reconhecimento de sintomas de alerta e da busca por atendimento médico quando necessário.

Doenças comuns

Durante o carnaval, as grandes aglomerações facilitam a transmissão de doenças respiratórias, como influenza, resfriados e até COVID-19. Embora esses quadros sejam mais frequentes no frio, o médico explica que, após o carnaval, costuma haver um pico desses atendimentos.

Além das respiratórias, também aumentam os casos de infecções gastrointestinais e intoxicações alimentares. O consumo de alimentos e água em condições inadequadas de higiene e saneamento contribui para esse crescimento, especialmente entre pessoas que viajam ou se alimentam fora da rotina habitual.

Prevenção básica

Segundo o infectologista, as medidas de prevenção para doenças respiratórias são mais difíceis de manter no carnaval. O distanciamento, o uso de máscaras e a higiene frequente das mãos acabam sendo negligenciados em ambientes festivos e cheios.

Por outro lado, há formas eficazes de reduzir o risco de intoxicações alimentares e ISTs. Estar atento à qualidade da água e dos alimentos consumidos e adotar medidas de proteção durante relações sexuais são estratégias que ajudam a evitar problemas de saúde durante e após o feriado.

Dengue

O início do ano marca também o aumento das arboviroses, como a dengue, transmitidas pelo mosquito. De acordo com o médico, dados preliminares indicam que este ano pode registrar menos casos em comparação a anos anteriores, mas a vigilância deve ser mantida.

Entre as medidas de proteção estão o uso de repelente, a preferência por roupas claras, que dificultam a aproximação do mosquito, e a atenção a ambientes com maior exposição ao vetor, especialmente em dias de calor intenso.

Sinais de alerta

Alguns sintomas exigem atenção imediata durante e após o carnaval. Febre alta sem causa definida pode indicar dengue ou infecções respiratórias e deve ser investigada.

Quadros de diarreia persistente, com mais de quatro ou cinco evacuações líquidas, presença de sangue nas fezes ou outros sinais anormais também são considerados alerta. No caso das ISTs, lesões genitais e ardência ao urinar são sinais que precisam de avaliação médica.

ISTs e cuidados

O médico reforça que o carnaval costuma estar associado ao relaxamento no uso do preservativo, muitas vezes influenciado pelo consumo de álcool. O preservativo continua sendo uma das principais estratégias de prevenção contra as infecções sexualmente transmissíveis.

Em situações de risco, como relações sem proteção ou rompimento do preservativo, há medidas que podem ser tomadas. A busca por centros de testagem permite o acesso à profilaxia pós-exposição, indicada para prevenir infecções como o HIV.

Vacinação

Outro ponto destacado é a importância de manter a carteira de vacinação em dia, especialmente antes de viagens e períodos de festa. Vacinas contra doenças preveníveis, como hepatite A e gripe, oferecem proteção adicional durante o carnaval.

Para pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa, o planejamento é fundamental. Avaliar o destino da viagem, garantir acesso a medicamentos e manter boa hidratação ajudam a reduzir riscos e permitem aproveitar o feriado de forma mais segura.

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