Projeto foi aprovado na Câmara Federal e atrásra aguarda por sanção do presidente Lula; ouça o comentário de Bruno Silva
Nesta sexta-feira, um assunto polêmico domina a pauta: o imposto seletivo, parte da reforma tributária. A inclusão de itens como carros elétricos, além de cigarros e bebidas alcoólicas, tem gerado debates acalorados.
Imposto Seletivo: Alvos e Polêmicas
A reforma tributária, em seus detalhes, define quais produtos sofrerão maior incidência de impostos, e quais terão descontos ou mecanismos de cashback. O setor automotivo, por exemplo, enfrenta críticas pela inclusão dos carros elétricos, apesar da menor emissão de poluentes durante o uso. A justificativa para a taxação é a poluição gerada na produção e, principalmente, no descarte das baterias. Carros a combustão também estão sujeitos ao imposto, embora com forte lobby por reduções.
Impacto no Consumidor e o Debate Político
Além dos veículos, bebidas açucaradas, alcoólicas e cigarros também estão na mira do imposto seletivo. Embora a intenção seja desestimular o consumo de produtos nocivos, o impacto no bolso do consumidor é incerto. A reforma, como um todo, é complexa e gera opiniões divergentes. Há quem veja vantagens na simplificação tributária, enquanto outros apontam desvantagens e questionam a escolha dos itens taxados. A discussão envolve a definição de produtos básicos, a isenção para itens da cesta básica e o impacto nos diferentes grupos sociais. A reforma ainda está em desenvolvimento e passará por ajustes ao longo do tempo.
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O Futuro da Reforma Tributária
A reforma tributária é um processo de longo prazo, com mudanças previstas para começar a incidir em 2026 e transição até 2030 ou 2040. Isso significa que ajustes contínuos serão necessários. Ainda há etapas importantes a serem discutidas, como a reforma relacionada à renda, patrimônio e transferência de patrimônio, o que promete gerar ainda mais debates e embates políticos nos próximos anos.