Empresário de Ribeirão Preto é considerado um dos maiores golpistas da internet; esposa Viviane Emílio já está presa
O caso envolvendo Michel Pierre Sousa-Sintra, foragido da justiça, ganha novos contornos com a apreensão de seu carro em Guararema, Grande São Paulo. O veículo estava sendo conduzido por um funcionário da Assembleia Legislativa de São Paulo, levantando questionamentos sobre a ligação entre Sousa-Sintra e o poder legislativo.
Apreensão do Veículo e Questionamentos
A Polícia Militar interceptou o carro de Michel Pierre Sousa-Sintra próximo a Guararema. A presença de um funcionário da Assembleia Legislativa na direção do veículo chamou a atenção do promotor Arô do Costa Filho, responsável pela investigação. O promotor questiona os motivos do funcionário estar com o carro de um foragido, o paradeiro de Sousa-Sintra e as circunstâncias em que o veículo foi entregue.
Ligações com o Poder Legislativo e Doações Suspeitas
A investigação aponta para uma possível ligação entre Michel Pierre e um deputado estadual, cujo nome não foi divulgado. Uma testemunha relatou que Sousa-Sintra é conhecido do parlamentar e fez doações de campanha para ele. O promotor também investiga doações feitas pelo casal a uma igreja, suspeitando de lavagem de dinheiro. Um carro importado, adquirido pela esposa de Sousa-Sintra, Viviane Boff-Emilio, foi doado à igreja e, posteriormente, repassado a uma empresa de São Paulo, levantando suspeitas sobre a origem dos recursos.
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Golpe da Pankie e Manual de Mentiras
Uma ex-funcionária da Pankie, empresa de Sousa-Sintra e sua esposa, prestou depoimento ao promotor, detalhando o esquema de vendas online que lesou cerca de 42 mil pessoas, totalizando um prejuízo de R$100 milhões. A testemunha entregou um pendrive com informações sobre a empresa e um manual que ensinava os funcionários a mentir para os consumidores. Segundo ela, o manual foi escrito por Michel e Viviane, com o objetivo de evitar registros por e-mail. O promotor acredita que a Pankie foi criada com o intuito de aplicar golpes, e não de entregar os produtos adquiridos.
As investigações prosseguem para esclarecer as ligações de Sousa-Sintra, a origem dos recursos utilizados nas doações e o funcionamento do esquema fraudulento da Pankie.



