Sobre como funciona a conversão de combustível no veículo e dos cuidados na manutenção, ouça o engenheiro José Fraga
Uma explosão durante o abastecimento de GNV em um posto de combustível no Rio de Janeiro chocou o país e reacendeu o debate sobre a segurança desse tipo de conversão veicular. Imagens fortes da explosão, que resultou na morte do motorista, circularam nas redes sociais, mostrando a violência do incidente.
O Acidente e suas Consequências
O motorista, de quase 60 anos, morreu após ser arremessado pela força da explosão durante o abastecimento. Testemunhas e funcionários do posto relataram que o cilindro de gás parecia estar em mau estado de conservação. A perícia investiga as causas do acidente, mas o ocorrido levanta questionamentos cruciais sobre a segurança do GNV.
Conversão Veicular e Homologação
A maioria dos veículos que utilizam GNV no Brasil são convertidos em oficinas. O engenheiro mecânico José Fraga explica que, para garantir a segurança, essas oficinas precisam ser homologadas pelo Inmetro, seguindo critérios rigorosos de seleção de pessoal, equipamentos e materiais. A homologação abrange desde os redutores de pressão e válvulas até o próprio cilindro, que deve atender a padrões de qualidade e durabilidade, passando por testes periódicos a cada cinco anos, com vida útil máxima de 20 anos. Após a conversão, o veículo deve estar dentro dos padrões de segurança indicados pelo Inmetro.
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Prevenção de Acidentes
Segundo Fraga, a alta pressão da bomba de abastecimento (em torno de 220 bar) é um fator crucial. Um cilindro danificado ou com defeito pode não suportar essa pressão, resultando em explosão. Embora o GNV seja um gás leve que se dispersa rapidamente na atmosfera, uma fratura no cilindro pode causar uma explosão instantânea. Para evitar acidentes, é fundamental que os veículos convertidos para GNV passem por inspeções anuais rigorosas no Inmetro, que avaliam não só o sistema de GNV, mas também as condições gerais do veículo. Manutenções regulares são essenciais para garantir a segurança do motorista e dos demais.
O caso reforça a necessidade de atenção redobrada por parte de motoristas e oficinas, garantindo que todas as etapas da conversão e manutenção sejam realizadas conforme as normas de segurança, para minimizar os riscos associados ao uso de GNV.



