Ouça o quadro ‘A Cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan
Há um século, o tratamento dado aos cães era drasticamente diferente do que se espera hoje. Notícias de 1915 revelam um cenário de maus-tratos e falta de consideração pelos animais, contrastando fortemente com a crescente conscientização e defesa dos direitos dos animais nos dias atuais.
A Captura e o Destino Cruel
Naquela época, a captura de cães nas ruas era uma prática comum, mas o que tornava a situação ainda mais sombria era o destino que aguardava esses animais. O pavor não residia apenas na apreensão em si, mas na certeza de que seriam mortos posteriormente. Rumores da época, inclusive, mencionavam que os corpos dos animais seriam transformados em sabão, um pensamento que causa horror e repulsa.
O Jornal e o Fiscal Municipal
Um exemplo claro dessa realidade pode ser encontrado em um anúncio publicado em um jornal de Ribeirão Preto, em novembro de 1915. O fiscal municipal, Sr. Cesario de Moraes, informava que 14 cães haviam sido apreendidos nas ruas e seriam mortos na mesma tarde, caso não fossem reclamados por seus donos. Essa notícia demonstra a frieza e a falta de valorização da vida animal naquele período.
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Outra notícia da época revelava que moradores da rua São Sebastião reclamavam de dois cães que estariam amedrontando os vizinhos. O jornal, por sua vez, alertava o fiscal para que tomasse as devidas providências. Essa postura reflete uma mentalidade diferente da atual, onde a prioridade era o incômodo causado pelos animais, em vez de seu bem-estar. Embora os maus tratos ainda existam, a crueldade daquela época, felizmente, é menos frequente.
Embora a sociedade tenha evoluído na forma como trata os animais, é importante lembrar do passado para valorizar o presente e continuar lutando por um futuro onde todos os seres vivos sejam respeitados e protegidos.



