Ouça o quadro ‘A cidade há 100 anos’, com Rosana Zaidan
Em 8 de julho de 1915, o Jornal da Cidade noticiava o trabalho da antiga carrocinha, responsável por recolher animais soltos nas ruas. A matéria contrastava essa realidade com a inauguração de um palacete de um industrial renomado.
A Carrocinha e os Cães Abandonados
A notícia da época era direta e impactante: 26 cães foram apreendidos nas ruas e seriam sacrificados na mesma tarde caso não fossem reclamados. Essa prática, comum na época, gerava grande aversão à carrocinha, conhecida por perseguir e laçar os animais de forma dramática. O destino final dos cães era cruel: seriam transformados em sabão.
O Palacete de Antônio de Diederix
Em contrapartida à triste realidade dos animais abandonados, o jornal também destacava o luxo e a elegância do palacete de Antônio de Diederix, um industrial e comerciante respeitado na cidade. Localizado na esquina da Álvares Cabral com a Florentino de Abril, o palacete, construído em estilo moderno pelo empreiteiro Ernesto Terreri, representava o auge do requinte e da prosperidade.
Leia também
Um Legado Arquitetônico
Antônio de Diederix não apenas construiu um palacete luxuoso, mas também foi responsável pelo primeiro edifício alto de Ribeirão Preto, localizado na esquina da Álvares Cabral com a General Osório. Essa construção, ainda de pé, é um marco na história da cidade e um testemunho da visão e do empreendedorismo de Diederix.
O contraste entre a apreensão e o sacrifício de animais abandonados e a inauguração de um palacete luxuoso oferece um retrato da Ribeirão Preto de 1915, marcada por desigualdades e contrastes sociais.



