Ouça a coluna ‘CBN Sustentabilidade’, com Carlos Alencastre
Em conversa com Carlos Alencastre, o tema central é a sustentabilidade, com foco nos carros antigos que ainda circulam na cidade. A questão crucial é: para os ambientalistas, seria este o começo do fim da presença desses veículos nas ruas?
O Impacto dos Veículos Antigos na Poluição Urbana
De acordo com um jornal de grande circulação em Ribeirão Preto, de um total de 462 mil veículos na cidade, aproximadamente 91 mil já ultrapassaram os 20 anos de uso. A Cetesb, responsável pelo monitoramento da qualidade do ar na região, constatou que, no ano anterior, foram lançadas entre 6 mil e 7 mil toneladas de monóxido de carbono. Este gás, altamente poluente, representa um risco significativo à saúde, podendo causar danos aos olhos e outros problemas.
Comparativo da Emissão de Poluentes
Veículos antigos, especialmente os fabricados antes de 1979, podem emitir até 6% de monóxido de carbono anualmente. Em contrapartida, veículos mais modernos, fabricados a partir de 2006, emitem cerca de 0,3% desse mesmo gás. Essa disparidade revela que um carro antigo pode poluir até 20 vezes mais do que um veículo novo.
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Regulamentação e Conscientização
É fundamental que os proprietários de carros antigos mantenham seus veículos bem regulados e em ordem, garantindo a segurança e minimizando a emissão de poluentes. A isenção de impostos para carros com mais de 20 anos pode incentivar a manutenção desses veículos em circulação, mas é crucial que estejam sempre em boas condições para evitar problemas ambientais e de segurança.
Embora a quantidade de veículos nas ruas tenha aumentado consideravelmente, a preocupação com a qualidade do ar que respiramos deve ser prioridade. Cuidar dos carros mais antigos, garantindo que emitam menos poluentes, é um passo importante para preservar a saúde de todos.



