Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Lis Canello
O programa Bolsa Recomeço, antes conhecido como Bolsa CRAC, é uma iniciativa do governo estadual para combater o uso de drogas. No entanto, em Ribeirão Preto, sua implementação enfrenta desafios.
Adesão Limitada e Burocracia
Desde a assinatura do convênio, apenas 12 clínicas de reabilitação foram credenciadas para atender dependentes químicos, com um custo de R$ 1.350 por mês por internação de até 180 dias. Luiz Damaceno, vice-presidente do Conselho Municipal sobre Álcool e Drogas, critica a falta de ação da prefeitura. Ele sugere a criação de um local centralizado para triagem, encaminhamento psiquiátrico, exames médicos e cadastramento digital, agilizando o processo para as comunidades terapêuticas.
Resposta do Estado e Vagas Ociosas
Mário Sérgio Sobrinho, coordenador de política de drogas da Secretaria de Justiça, rebate as críticas, afirmando que as cidades recebem orientações sobre a triagem, que começa nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS). Ele destaca que Ribeirão Preto foi um dos primeiros municípios a aderir ao programa e que 34 vagas foram oferecidas para a região. Contudo, atualmente, 35% dessas vagas estão ociosas, indicando uma falta de dependentes que se enquadrem nos critérios do programa.
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Dificuldades e Esperança das Famílias
Famílias como a de Dona Zildinha Selani, cujo filho é dependente há 10 anos, enfrentam dificuldades com a burocracia e a falta de informação. Ela relata a angústia de ver o filho se autodestruindo e a frustração com a demora nos processos de internação. Luiz Damaceno defende um esforço conjunto entre prefeitura e conselhos para ampliar o serviço e garantir que o município cumpra sua parte no programa.
Apesar dos obstáculos, a expectativa é que o programa possa ser aprimorado para atender de forma mais eficaz os dependentes químicos e suas famílias na região de Ribeirão Preto.



