Sindicato da categoria promete repassar aos órgãos de segurança pública sugestões para tentar resolver o problema
A rotina de carteiros em Ribeirão Preto tem sido marcada por uma crescente onda de assaltos, expondo a fragilidade da segurança pública e a vulnerabilidade desses profissionais. Em média, carteiros da cidade sofrem três assaltos por semana, um número alarmante que ilustra a precariedade da situação.
O Medo Constante nas Entregas
Um carteiro, que preferiu não se identificar por medo de represálias, relatou um assalto recente no Parque Ribeirão. Três menores, um deles armado com uma faca, levaram as encomendas que estavam no veículo dos Correios. O carteiro descreveu o momento de tensão: “Fui abordado por dois menores. Logo veio um terceiro com uma faca, dizendo que só queriam o veículo e as encomendas.” A vítima, temendo por sua segurança, entregou as chaves e se afastou, enquanto os criminosos fugiam com parte da carga.
Violência e Ameaças na Linha de Frente
Outro carteiro, também sob anonimato, compartilhou sua experiência de um assalto ocorrido em fevereiro. Dois homens armados em uma moto levaram o carro dos Correios, repleto de encomendas. O assalto foi marcado pela violência e por ameaças de morte. “Eles fazem ameaças. Se acontecer alguma coisa, a polícia pegar, vai morrer todo mundo”, relatou o carteiro, evidenciando o terror psicológico enfrentado por esses profissionais.
Leia também
Soluções Propostas e a Busca por Segurança
Diante desse cenário, Fernanda Romano, diretora do sindicato que representa os trabalhadores dos Correios, reconhece a dificuldade de garantir escolta para cada veículo, mas aponta para a necessidade de soluções viáveis. “Se tivesse um rastreador nos veículos, já ia inibir um pouco”, sugere Fernanda. O sindicato busca alternativas para proteger os carteiros e garantir que a população receba o serviço pelo qual paga.
A crescente onda de assaltos transformou a rotina dos carteiros, que atrásra saem para trabalhar com receio. A vulnerabilidade e o medo são constantes, tornando a entrega de correspondências uma profissão de risco.



