O suicídio está entre as 10 principais causas de morte no mundo
A morte, por si só, já é uma experiência difícil. Quando ela ocorre por suicídio, a dor e a confusão se intensificam, deixando uma lacuna profunda na vida de familiares e amigos. Pensando nisso, a professora doutora Kelly Vedana, da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto, elaborou uma cartilha com orientações para lidar com o luto e seguir em frente após a perda de alguém para o suicídio.
O peso do luto após o suicídio
A professora Kelly destaca a dificuldade em lidar com a morte por suicídio, um tabu que gera desconforto e impede muitas pessoas de buscar ajuda. A falta de apoio é sentida tanto por quem passou pela experiência pessoalmente quanto por profissionais que atuam na área. No entanto, pesquisas demonstram que o conhecimento sobre o enfrentamento do luto pode auxiliar significativamente nesse processo.
Números alarmantes e a importância do apoio
O suicídio ocupa lugar entre as dez maiores causas de morte no mundo, com números preocupantes também em Ribeirão Preto, onde uma pessoa tira a própria vida a cada semana, segundo dados do Ministério da Saúde. Após a perda, familiares e amigos frequentemente sentem culpa, medo, insegurança e dificuldade em se expressar. A sensação de que poderiam ter feito algo diferente é ainda mais intensa em casos de suicídio, muitas vezes acompanhada de uma sensação de onipotência, como se pudessem ter controlado a vida do outro.
Leia também
Recursos disponíveis e a busca por ajuda
A cartilha de pós-venção ao suicídio, desenvolvida pela professora Kelly, oferece orientações baseadas em pesquisas acadêmicas e experiências práticas, auxiliando no enfrentamento da dor e na busca por apoio. De fácil leitura e com ilustrações, o material é direcionado tanto para familiares e amigos quanto para profissionais da área médica. A cartilha está disponível no Facebook do SEPS (Centro de Educação em Prevenção e Pós-venção em Suicídio), um importante recurso para quem precisa de ajuda nesse momento delicado. A iniciativa reforça a necessidade de falar abertamente sobre o suicídio e o luto, quebrando tabus e oferecendo suporte a quem precisa.



