Principal preocupação de que o número de casos aumente no período de proliferação do Aedes Aegypti
Diversas cidades brasileiras enfrentam um estado de emergência devido ao aumento alarmante de casos de dengue. Em Ribeirão Preto, a Secretaria de Saúde reporta uma média de 60 novos casos confirmados por dia, provenientes de cerca de 120 exames de casos suspeitos. A cidade também confirmou dois casos de Zika e investiga uma possível ligação entre um caso de microcefalia e a doença.
Monitoramento do Zika Vírus pela USP
A Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto está ativamente monitorando a circulação do Zika vírus na cidade. O laboratório de virologia da universidade recebe cerca de 10 amostras suspeitas por semana. O médico Benedito Lopes explica que a USP realiza dois tipos de testes: um para detectar a presença do vírus durante a infecção e outro para verificar a resposta imunológica do paciente após a melhora. Segundo ele, aproximadamente 50% das amostras analisadas recentemente testaram positivo para o Zika vírus.
Desafios na Expansão dos Testes e Impacto da Dengue
Devido à expectativa de um surto de Zika na cidade, a expansão dos testes para toda a população enfrenta limitações de recursos. O laboratório prioriza casos específicos da rede pública, suspeitas de microcefalia e pacientes do Hospital das Clínicas. Paralelamente, Ribeirão Preto registra um aumento significativo nos casos de dengue, saltando de 400 em 2014 para quase 4 mil desde janeiro de 2015. A epidemia de dengue pode facilitar a transmissão do Zika vírus e da chikungunya.
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Cartilha para Gestantes e Protocolo de Atendimento
Diante das dúvidas e receios em relação à microcefalia e ao Zika vírus, especialmente entre gestantes, foi criada uma cartilha informativa. O professor-geral do Duarte explica que a iniciativa visa esclarecer as principais dúvidas das gestantes e otimizar o tempo das consultas. A cartilha aborda 14 perguntas frequentes, incluindo o que é microcefalia e o uso de repelentes durante a gravidez. As informações da cartilha servirão de base para a criação de um protocolo de atendimento às gestantes da rede pública do estado de São Paulo, visando aprimorar a qualidade do serviço oferecido.
As iniciativas de monitoramento e informação buscam enfrentar os desafios impostos pelas arboviroses e oferecer suporte à população.



