Local fica na Rua Rio Paraguaçu e está parcialmente demolido, acumulando entulho e outro materiais descartados
Moradores do Jardim Jandai, na zona norte de Ribeirão Preto, reclamam de uma casa abandonada na Rua Rio Paraguassu que se transformou em depósito de entulho e lixão a céu aberto. O imóvel, ao lado do número 920 e próximo à esquina com a General Câmara, fica ao lado da sede da RPMob, empresa que gerencia o trânsito na cidade.
Imóvel parcialmente demolido e acúmulo de resíduos
Vizinhos relatam que a casa foi parcialmente demolida: sobraram apenas algumas colunas de sustentação e o restante está cheio de escombros. Além do entulho de obra, o local tem recebido resíduos domésticos — como restos de cozinha e de banheiro — e objetos descartados, inclusive um sofá encontrado pela reportagem. O cheiro forte e a sujeira já são percebidos a alguns imóveis de distância.
Imagens do Google Maps consultadas pela reportagem mostram que, em maio de 2023, a casa ainda estava de pé e com os portões fechados. A partir daquele período, segundo moradores, o imóvel entrou em processo de degradação até o estado atual, que já dura quase um ano.
Risco à saúde pública e medo entre os vizinhos
Moradores apontam riscos à saúde pública: o acúmulo de entulho e lixo favorece a presença de animais peçonhentos, como escorpiões, e a proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. Ribeirão Preto enfrenta atualmente um cenário de epidemia de dengue em nível 2, segundo autoridades municipais.
Vizinhos ouvidos pela reportagem preferiram não ser gravados por medo de represálias, mas relataram preocupação constante. A aposentada Glicera dos Santos, que passa diariamente pelo local, disse: “É o meu caminho. Tem muito inseto, escorpião — eu já fui picada”. Outro morador afirmou que, embora a prefeitura faça limpezas em pontos públicos próximos, o despejo irregular de lixo por parte de algumas pessoas faz com que a sujeira volte com frequência.
Há ainda relato de que o espaço é frequentado por moradores em situação de rua e por usuários de drogas, o que aumenta a sensação de insegurança na região, que é bastante movimentada e conta com conjuntos habitacionais próximos.
Posicionamento da prefeitura e próximos passos
A prefeitura informou à reportagem que a retirada de lixo de imóveis particulares depende de procedimentos da Fiscalização Geral. Segundo a administração, uma equipe será enviada ao local para notificar o proprietário, que pode ser autuado e multado. Caso a limpeza não seja realizada após a notificação, a prefeitura tem prazo de 30 dias para executar a limpeza e posteriormente cobrar os custos do proprietário.
Enquanto isso, moradores afirmam que a situação persiste e afeta a rotina e a saúde de quem vive nas imediações. A reportagem seguirá acompanhando o caso para verificar as medidas efetivamente adotadas e o desfecho da notificação ao proprietário.



