Titulares das pastas foram exonerados, pois devem concorrer a cargos políticos nas eleições; ouça o comentário de Bruno Silva
O governo municipal de Nogueira anunciou nesta semana uma série de alterações no secretariado municipal que têm relação direta com o período de desincompatibilização eleitoral. As mudanças ocorrem enquanto alguns titulares deixam os cargos para, possivelmente, disputar as eleições deste ano, ainda sem candidaturas oficialmente definidas.
Mudanças no secretariado
Entre as trocas anunciadas, Alessandro Irata foi exonerado da Casa Civil e substituído por René Turiscatena. Na Secretaria de Assistência Social, Glaucia Berinice deixou o cargo, que passou a ser ocupado por Eleni Serpa. A Secretaria de Esportes registrou a saída de Ricardo Guiá e a entrada de Erick Bueno de Ávila. Por fim, Mauri Francisco Lepori deve assumir a Secretaria Municipal de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, cargo anteriormente acumulado pelo vice-prefeito Daniel Goppe, que permanece no posto de vice, mas abre mão da pasta.
Motivações e interpretações
Fonte da gestão e participantes de programas locais explicaram que as movimentações estão ligadas, em grande parte, ao processo de desincompatibilização — mecanismo que obriga dirigentes públicos a deixarem seus cargos para disputar eleições. Segundo interlocutores, trata-se mais de um ajuste para atender prazos eleitorais e acomodar interesses políticos do que de uma reforma ampla do secretariado.
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Analistas ouvidos afirmaram que, embora alguns ex-titulares usem a visibilidade acumulada na gestão como recurso político, a mudança tem caráter de sequenciamento das ações para a conclusão do mandato. Há, porém, preocupação pública sobre impactos na continuidade de políticas e serviços prestados pelas pastas afetadas.
Continuidade administrativa
Integrantes da administração e opositores têm ressaltado a necessidade de que as trocas não comprometam o andamento dos programas municipais. A versão oficial é de que as nomeações foram negociadas entre o prefeito, os secretários que deixam as cadeiras e os novos titulares, com o objetivo de garantir a manutenção das rotinas e projetos em curso.
Ao mesmo tempo em que a movimentação era considerada previsível por observadores, a expectativa entre moradores e servidores é de que a transição ocorra com o mínimo de distúrbios possível, preservando o calendário de ações e a prestação de serviços até o fim do mandato.