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Casa de Saúde de São Carlos para de atender por falta de pagamento

Aproximadamente 200 funcionários estão há quatro meses sem receber, segundo sindicato
Casa de Saúde São Carlos
Aproximadamente 200 funcionários estão há quatro meses sem receber, segundo sindicato

Aproximadamente 200 funcionários estão há quatro meses sem receber, segundo sindicato

A crise financeira em um hospital particular de Ribeirão Preto levou à suspensão dos atendimentos, afetando cerca de 70 pacientes diários de diversos convênios. A paralisação, iniciada na noite anterior, é motivada pela falta de verbas para o pagamento de salários e manutenção da unidade, com uma dívida estimada em R$ 600 mil.

Salários Atrasados e Promessas Não Cumpridas

Segundo Fernando Marcos Cabeça, advogado dos sindicatos e empregados da saúde, aproximadamente 200 trabalhadores estão com salários atrasados há quatro meses, incluindo o não recebimento do pagamento de junho. A promessa de pagamento para o dia 18 de julho não foi cumprida, gerando insatisfação e insegurança entre os funcionários. “O trabalhador não ficou sem chão, porque não ficou para receber e não recebeu”, afirmou o advogado, justificando a paralisação como uma medida necessária diante da falta de pagamento.

Negociações e Assembleia Decisiva

O hospital foi notificado sobre a paralisação, e uma assembleia está agendada para a próxima segunda-feira. O sindicato da categoria médica, representado pelo advogado, busca defender os funcionários, mas também visa evitar o fechamento da unidade. “Nós estamos tentando conversar com os gestores e eles não deixam para nós nenhuma garantia, falar, nós vamos pagar dia 28, da 27 ou dia 25, eles não falam, eles não deixam uma garantia como o próprio trabalhador lá dentro”, explicou o advogado, demonstrando a dificuldade em obter compromissos concretos da administração.

Possível Greve e Mediação

Durante a assembleia, os trabalhadores decidirão se optam pela greve, contando com o apoio do sindicato caso essa seja a decisão. Uma discussão com a Delegacia Regional do Trabalho também está agendada para a quarta-feira, buscando uma mediação entre as partes. “Pode ser até que nesse dia 25, os trabalhadores optem para esperar essa mesa redonda do dia 27 para depois tomar alguma posição”, ponderou o advogado. A administração do hospital informou que está em negociação com os funcionários, mas a crise financeira pode levar à suspensão de outros setores caso a situação não se resolva.

Diante do impasse, a comunidade aguarda os próximos desdobramentos, na esperança de uma solução que garanta os direitos dos trabalhadores e a continuidade dos serviços de saúde.

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