Em 2014, sete mulheres ficaram presas durante três dias em uma chácara ao lado da Rodovia Anhanguera
Em Ribeirão Preto, Rosa Maria Pontes Martins e Vinícius Pontes Martins foram condenados por submeter sete mulheres paraguaias a condições análogas à escravidão em uma chácara em 2014, além de outros crimes. O Ministério Público Federal denunciou o casal por aliciamento das vítimas, trazidas do Paraguai com a promessa de trabalho como domésticas ou cozinheiras.
Aliciamento e Exploração
As mulheres foram aliciadas com a promessa de trabalho no Brasil, mas ao chegarem à chácara, descobriram que seriam obrigadas à prostituição. As dívidas contraídas, somadas ao medo e à distância de suas famílias, impediram que as vítimas deixassem o local. Três dias após sua chegada, em maio de 2014, as paraguaias procuraram a polícia.
A Sentença e suas Consequências
A sentença, proferida no fim do mês passado, condenou o casal a quatro anos de prisão, pena substituída por prestação de serviços comunitários e doação de cestas básicas pelo mesmo período. O Ministério Público Federal foi informado do teor da sentença apenas nesta semana. O advogado dos acusados, que não foi localizado para comentar o caso, irá recorrer da decisão.
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Este caso destaca a vulnerabilidade de imigrantes e a importância da luta contra o tráfico de pessoas e a exploração sexual. A rapidez com que as vítimas procuraram ajuda demonstra a sua coragem e a necessidade de mecanismos eficazes de denúncia e proteção para vítimas de crimes dessa natureza.



