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Casal de Ribeirão Preto fica preso na Espanha após voos cancelados para Azul

Casal de Ribeirão Preto fica preso na Espanha após voos cancelados para Azul
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Casal de Ribeirão Preto fica preso na Espanha após voos cancelados para Azul

Casal de Ribeirão Preto fica preso na Espanha após voos cancelados para Azul

Passageiros de um voo da Azul enfrentam um pesadelo em Madri, relatando mais de 70 horas de angústia, sem acomodação adequada, recursos para alimentação e sem previsão de retorno ao Brasil. O voo, com destino a Viracopos, em Campinas, foi cancelado, afetando cerca de 300 pessoas de diversas cidades brasileiras, incluindo um casal de Ribeirão Preto que viajou para a Espanha em lua de mel.

Cancelamentos e Falta de Informação

Os passageiros lidam com múltiplos cancelamentos por parte da companhia aérea. O advogado Gustavo Mársico relata que a Azul não procurou os passageiros para informar o que realmente aconteceu. A percepção de que algo estava errado surgiu quando o avião não decolava, com repetidas verificações das portas e a entrada de pessoal de manutenção.

Solidariedade e Prejuízos

Após o primeiro cancelamento, os passageiros criaram um grupo em um aplicativo de mensagens para trocar informações e oferecer apoio. Alguns precisaram emprestar dinheiro a outros que não tinham mais moeda local. O grupo passou mais de 8 horas no aeroporto sem informações.

Direitos do Consumidor e Assistência

O advogado especialista em defesa do consumidor, Feris Nagem, explica que a responsabilidade do fornecedor é objetiva, e falhas operacionais são risco da empresa, não do consumidor. A regulamentação da ANAC garante direitos como assistência material, comunicação, alimentação e hospedagem. Prejuízos materiais ou morais decorrentes da falha podem ser buscados na justiça, mediante documentação e registros.

Medidas e Perspectivas

Apesar da possibilidade de medidas judiciais, a complexidade de operacioná-las em território estrangeiro é um desafio. A companhia aérea deve ser proativa em garantir assistência material aos passageiros, incluindo alimentação e comunicação. A fiscalização da agência reguladora e dos órgãos de defesa do consumidor é crucial para penalizar a companhia aérea por não prestar a devida assistência. A busca por alternativas, como realocação em voos de outras companhias, é um direito do consumidor.

A situação dos passageiros em Madri é delicada, e a expectativa é que a companhia aérea resolva o problema o mais rápido possível, minimizando os transtornos e prejuízos causados.

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