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Casal é condenado por matar vizinho após ele ter reclamado de som alto em Monte Alto

Caso ocorreu em julho de 2023, quando Fabrício de Oliveira, de 34 anos, foi atacado com pedaço de pau e faca
Casal é condenado por matar vizinho
Caso ocorreu em julho de 2023, quando Fabrício de Oliveira, de 34 anos, foi atacado com pedaço de pau e faca

Caso ocorreu em julho de 2023, quando Fabrício de Oliveira, de 34 anos, foi atacado com pedaço de pau e faca

Um casal foi condenado pelo júri popular realizado ontem em Monte Alto pelo assassinato de um vizinho que reclamou do som alto em 2023. Alex Silva Bento foi sentenciado a 10 anos de prisão por homicídio privilegiado, Casal é condenado por matar vizinho, enquanto Marina da Silva Gomes recebeu pena de 14 anos por homicídio qualificado, motivado por motivo fútil e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

O crime ocorreu em 30 de julho de 2023, quando Fabrício Ceau de Casa, morador do mesmo terreno, foi atacado por Alex e Marina com um pedaço de pau e uma faca. Familiares relataram que Fabrício havia ido à residência do casal para pedir respeito devido ao barulho alto. Apesar de ter sido socorrido e levado ao pronto-socorro, Fabrício não resistiu aos ferimentos e deixou um filho de 11 anos.

Detalhes do crime e investigação: O inquérito policial concluiu que Alex e Marina cometeram o homicídio por motivo fútil, conforme explicou a promotora de justiça Flávia Leão de Carvalho. Ela destacou que o crime ocorreu devido à reclamação pelo som alto, que os réus também ouviam, e que o recurso que dificultou a defesa da vítima foi o fato de Fabrício estar saindo para trabalhar, não esperando ser atacado. A arma do crime não foi encontrada, mas outros depoimentos e provas indicam a participação do casal.

Defesa e julgamento: O advogado de Marina, Ricardo Rocha, alegou ausência de provas da participação dela no assassinato. Já o defensor de Alex, Fábio Rovarte, afirmou que as brigas entre os vizinhos eram frequentes e que no dia do crime Fabrício teria agredido Alex com um soco, o que teria desencadeado a briga. A defesa tentou argumentar legítima defesa, mas o júri não aceitou os argumentos e condenou o casal.

Reações e próximos passos: Foram ouvidas cinco testemunhas de defesa, três de acusação, além da promotoria e dos advogados. Janice Fernandes de Jesus, tia de Fabrício, lamentou a intolerância que resultou na morte do familiar e ressaltou que nenhuma vida deve ser tirada, independentemente do motivo. As condenações ainda podem ser objeto de recurso.

Informações adicionais

O júri popular ocorreu em Monte Alto, mas não foram divulgados detalhes sobre a data exata do julgamento ou sobre o andamento dos recursos que podem ser apresentados pela defesa.

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