Uma menina de 3 anos morreu em Ribeirão Preto com sinais de maus-tratos e possível tortura. O avô da criança, José dos Santos, de 42 anos, e a companheira dele, Karen Tamires Marques, de 32, foram presos em flagrante e prestam depoimento na Central de Polícia Judiciária.
A vítima, Sophia Emanuelly dos Santos, deu entrada já sem vida na UPA da Treze de Maio. Segundo a Polícia Militar, a equipe foi acionada após a constatação do óbito e encontrou diversos ferimentos e hematomas pelo corpo da criança.
De acordo com o relato do avô aos policiais, ele teria trabalhado durante o dia e, ao chegar em casa, foi informado pela companheira de que a menina não havia se alimentado e permanecia no quarto. Ao verificar a situação, afirmou tê-la encontrado desacordada e a levou até a unidade de saúde.
A médica que atendeu a ocorrência constatou rigidez cadavérica e estimou que a morte teria ocorrido horas antes da chegada à UPA, o que levantou suspeitas sobre a versão apresentada. Diante da gravidade do caso, os dois foram conduzidos da residência da família, no bairro Parque São Sebastião, até a Central de Polícia Judiciária de Ribeirão Preto, onde a prisão em flagrante foi confirmada pelo delegado de plantão.
Indícios de agressão
Ainda segundo a Polícia Militar, durante depoimento, Karen afirmou que agredia a criança com frequência quando ela se recusava a comer e declarou que teria enforcado a menina na noite anterior. A médica que avaliou o corpo identificou marcas nos olhos e no pescoço, além de sinais compatíveis com esganadura. Também foram observados indícios de desnutrição severa, ferimentos em diferentes estágios de cicatrização e hematomas em várias partes do corpo, como pernas, braços, barriga e cabeça.
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O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), que deverá confirmar oficialmente a causa da morte por meio de laudo pericial. O caso foi registrado como tortura com resultado em morte e será investigado pela Polícia Civil. Os suspeitos devem passar por audiência de custódia ainda nesta quarta-feira.
O Conselho Tutelar foi acionado e a apuração deve ser acompanhada também pela Delegacia de Defesa da Mulher, conforme procedimento adotado em ocorrências que envolvem menores no município.
*Matéria em atualização.



