Ouça a reportagem da CBN Ribeirão com Marisa Fernandes
Um bar na Avenida Francisco Junqueira, em Ribeirão Preto, é o centro de uma polêmica após um casal de namoradas alegar ter sido expulso do estabelecimento por trocar um beijo. O incidente, ocorrido durante a celebração do aniversário de uma amiga, gerou indignação e acusações de homofobia.
O Relato do Casal
Segundo uma das jovens, estudante universitária, o casal estava sentado à mesa com amigos e membros da banda que se apresentava no bar. Após o término da apresentação musical, elas trocaram um beijo e foram abordadas por um segurança. A alegação é de que o segurança afirmou que o local “não era um bar gay” e que tal demonstração de afeto não seria permitida ali. A estudante relatou ter se sentido humilhada e com a moral abalada diante da situação.
A Intervenção da Gerência e o Amparo Legal
Após questionamentos, o gerente do bar foi chamado, mas, segundo o relato, não se mostrou aberto ao diálogo e determinou a retirada do casal do local. A advogada das jovens, Carolina Colusse, está atuando no caso, amparada pela lei estadual 10.948/2001, que pune a discriminação homofóbica. A denúncia será encaminhada à Secretaria de Segurança Pública para investigação, e o bar poderá ser penalizado com advertência, multa ou até mesmo fechamento. A advogada também busca indenização por danos morais, considerando a situação vexatória a que o casal foi exposto em público, com diversas testemunhas dispostas a depor a favor das jovens.
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A Defesa do Bar
Em nota, o bar nega as acusações de homofobia, afirmando que jamais praticou qualquer ato de discriminação com base na orientação sexual, origem, raça ou credo de seus clientes. O estabelecimento alega que a situação foi gerada por uma conduta inadequada de um grupo de clientes, que estaria promovendo agitação excessiva e incomodando os demais presentes. O bar reitera que repudia qualquer forma de discriminação.
O caso serve de alerta sobre a importância da conscientização e do combate à discriminação, incentivando vítimas a buscarem seus direitos e a denunciarem casos de LGBTfobia.



