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Casal preso em Caraguatatuba causou prejuízo de R$ 63 milhões em sumiço de sacas de café

Guilherme de Oliveira, de 50 anos, e Marina Célia Oliveira, de 48, são acusados de apropriação indébita qualificada
sumiço de sacas de café
Guilherme de Oliveira, de 50 anos, e Marina Célia Oliveira, de 48, são acusados de apropriação indébita qualificada

Guilherme de Oliveira, de 50 anos, e Marina Célia Oliveira, de 48, são acusados de apropriação indébita qualificada

Casal é preso por suposto golpe milionário com café em Altinópolis

Prejuízo de R$ 63 milhões

Um casal de empresários foi preso na noite de terça-feira em Caraguá-Tuba, litoral norte de São Paulo, suspeito de aplicar um golpe que causou um prejuízo estimado em R$ 63 milhões a pelo menos 50 produtores rurais. Guilherme Osório de Oliveira (50 anos) e Marina Sélia Lopes da Cruz Oliveira (48 anos) são acusados de apropriação indébita qualificada após o sumiço de sacas de café armazenadas em um galpão em Altinópolis.

Investigação e Prisão

A investigação começou em 16 de janeiro, quando 16 produtores registraram queixa na delegacia sobre o desaparecimento do café e a falta de contato com o casal. Desde então, novas vítimas têm procurado a polícia, totalizando um número estimado em 50. A prisão temporária do casal foi decretada 11 dias antes da prisão, e eles devem passar por audiência de custódia. O delegado Sebastião Piscinato, responsável pelo caso, informou que foi solicitada a quebra de sigilo bancário e fiscal do casal, e um novo inquérito será aberto para apurar a possibilidade de lavagem de dinheiro. A polícia investiga como o café desapareceu, considerando que o produto pode ficar estocado por até dois anos sem perder qualidade. Testemunhas relataram que o volume de entrada de café no galpão havia diminuído significativamente desde abril de 2022.

Vítimas e próximos passos

Uma das famílias afetadas afirma ter perdido cerca de R$ 16 milhões com o sumiço de 7.700 sacas de café. A polícia decretou o bloqueio de 22 imóveis do casal em Altinópolis, Ribeirão Preto e outras cidades. As vítimas serão orientadas a procurar seus advogados para ingressar com ações judiciais visando a recuperação dos prejuízos. A investigação deve durar dez dias, após os quais o Ministério Público decidirá sobre a denúncia e a necessidade de investigações complementares. A CBN Ribeirão Preto continuará acompanhando o caso e divulgando novas informações.

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