São seis imóveis interditados pela Defesa Civil, com isso 19 moradores foram realocados; Polícia investiga as causas da explosão
Após a explosão em uma fábrica de produtos químicos na última sexta-feira em Sertãozinho, seis casas permanecem interditadas, afetando a vida de 19 moradores realocados. Três pessoas seguem internadas no Hospital das Clínicas.
Destruição e Deslocamento
Maria, moradora de uma das casas interditadas, relata os danos: “Mexeu na estrutura da casa, né? O piso e o muro estão bem altos, pode cair a qualquer momento. Eles vão reformar a casa para a gente estar voltando. Agora está em perigo, né? Aí vai colocar nossas vidas em risco.” Outro morador, Márcio Ferreira, descreve a situação de sua residência: “O muro lá do quarto caiu, a parede caiu, a parte de trás da minha casa também o muro caiu e a parte do lado o muro está bem danificado também, por qual risco de queda também.”
Atendimento Médico e Investigação
A Secretaria da Saúde de Sertãozinho contabilizou cerca de 30 pessoas que precisaram de atendimento médico, a maioria por inalação de fumaça tóxica. Seis pessoas sofreram queimaduras, incluindo quatro irmãos de 2 a 10 anos, cuja casa teve o muro destruído e boa parte dos móveis danificados. Dois dos irmãos foram tratados na unidade de queimados do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto. A perícia da Polícia Civil investiga a causa do incêndio, suspeitando que as chamas podem ter começado em um caminhão que transportava clorito de sódio.
Ações da Empresa e Defesa Civil
A Defesa Civil interditou os seis imóveis, e a Inove, indústria responsável, afirma ter prestado atendimento aos funcionários e moradores afetados, colaborando com a investigação. As ruas próximas à empresa já foram lavadas. A empresa também afirma que uma equipe técnica apura as causas do incêndio. A situação demonstra a gravidade do ocorrido e a necessidade de ações rápidas para garantir a segurança e o bem-estar dos moradores afetados.



