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Caso do jovem morto em zoológico reacende debate sobre esquizofrenia e saúde mental

Caso do jovem morto em zoológico reacende debate sobre esquizofrenia e saúde mental
jovem morto em zoológico
Caso do jovem morto em zoológico reacende debate sobre esquizofrenia e saúde mental

Caso do jovem morto em zoológico reacende debate sobre esquizofrenia e saúde mental

O trágico falecimento de um jovem de 19 anos, Gerson de Melo Machado, no último dia de novembro, após entrar no recinto de uma leoa no Parque Arruda Câmara em João Pessoa, comoveu o país. Gerson, que sofria de esquizofrenia, uma condição diagnosticada tardiamente, tinha uma história de vida marcada por negligência e abandono.

A Paixão Pelos Animais e o Diagnóstico Tardio

Segundo a conselheira tutelar Verônica Oliveira, que acompanhou Gerson desde os 10 anos, ele era apaixonado por animais e sonhava em domar leões na África. No entanto, por trás desse fascínio, havia um histórico de alterações comportamentais significativas. Gerson foi acolhido em um abrigo aos 10 anos, onde já manifestava sinais de um possível transtorno mental. Apesar de avaliações por profissionais da época, o diagnóstico de esquizofrenia só veio aos 16 anos, o que, segundo especialistas, representou uma perda de tempo crucial para o tratamento e reabilitação.

Negligência, Abandono e o Isolamento Social

A história de Gerson é permeada por negligência e abandono desde a infância. Ele fugia do abrigo para tentar encontrar a mãe, que, por sua vez, o devolvia, alegando não ser seu filho. A falta de um convívio social adequado e o isolamento, comuns em casos de transtornos mentais como a esquizofrenia, agravaram ainda mais a situação. O isolamento social, como apontam especialistas, pode ser tão prejudicial quanto a própria doença.

O Surto Psicótico e a Busca por Sobrevivência

No momento em que Gerson entrou na jaula da leoa, é provável que estivesse em meio a um surto psicótico, com alucinações e delírios. Vozes poderiam tê-lo mandado entrar, e a falsa crença na realidade o fez acreditar que estaria seguro ou que poderia ser útil ali. A esquizofrenia, muitas vezes, leva a mente a criar uma nova realidade como uma forma de sobrevivência, negando uma realidade que se mostra ameaçadora e devastadora.

A tragédia de Gerson nos convida a refletir sobre a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado e da inclusão social de pessoas com transtornos mentais. Sua história, marcada por sofrimento e negligência, serve como um alerta para a necessidade de uma sociedade mais atenta e acolhedora.

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