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Caso Joaquim: relembre um dos crimes que chocou Ribeirão Preto e ganhou repercussão nacional

Julgamento do padrasto, Guilherme Longo, e da mãe, Natália Ponte, começa nesta segunda (16); produção é uma parceria CBN/ g1
Caso Joaquim
Julgamento do padrasto, Guilherme Longo, e da mãe, Natália Ponte, começa nesta segunda (16); produção é uma parceria CBN/ g1

Julgamento do padrasto, Guilherme Longo, e da mãe, Natália Ponte, começa nesta segunda (16); produção é uma parceria CBN/ g1

Dez anos após o desaparecimento de Joaquim Ponte, em Ribeirão Preto, o caso que chocou o país chega ao júri popular. Acompanhe os principais pontos dessa longa e complexa investigação.

O Desaparecimento e as Investigações Iniciais

Em 5 de novembro de 2013, o desaparecimento de Joaquim, de três anos, iniciou uma investigação que se tornaria um dos maiores casos policiais do Brasil. Cinco dias depois, a descoberta de seu corpo nas águas do Rio Pardo, em Barretos, mudou o rumo das investigações, direcionando os suspeitos para Guilherme Longo, padrasto da criança, e Natália Ponte, mãe de Joaquim. A princípio, depoimentos de vizinhos e da diretora da escola da criança apontavam para um casal amoroso, dificultando as investigações iniciais.

O Processo Judicial e seus Impasses

O processo, marcado por reviravoltas e adiamentos, durou quase uma década. Guilherme Longo foi acusado formalmente em 2016 por homicídio triplamente qualificado (motivo fútil, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima) e ocultação de cadáver. Após conseguir um habeas corpus, fugiu para a Espanha, sendo localizado e extraditado em 2017. Natália Ponte foi acusada de omissão, por supostamente saber da violência do marido e não agir para proteger o filho. A demora no processo se deu em razão da fuga do acusado, recursos da defesa e a complexidade do caso, que gerou um processo com mais de 6 mil páginas.

Análise das Provas e Perspectivas do Julgamento

A principal discussão jurídica gira em torno da consistência das provas apresentadas. Segundo especialistas, existem indícios fortes que apontam para a culpa de Guilherme Longo, mas a ausência de provas cabais, como uma confissão ou filmagens, pode gerar debates acalorados durante o julgamento. A análise das provas indiciárias, como a falta de insulina no kit do menino e o laudo de um cão farejador, será crucial para a decisão do júri. Quanto a Natália, as possibilidades variam entre homicídio doloso (se soube e permitiu a morte), culposo (por negligência) ou absolvição. A prescrição do crime é improvável para ambos os acusados, devido às interrupções do prazo durante o processo. A questão do sigilo do julgamento também é debatida, embora a tendência seja de que ele permaneça até o final.

O julgamento de Guilherme e Natália representa o fim de uma longa espera para a justiça e para os familiares de Joaquim. A decisão do júri dependerá da avaliação das provas apresentadas e da convicção dos jurados, levando em consideração os indícios, os depoimentos e as circunstâncias do caso. A expectativa é de um julgamento complexo e com grande repercussão.

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