O assassinato da professora de pilates Larissa Rodrigues completa um ano neste domingo, em Ribeirão Preto. O Ministério Público espera que o julgamento do caso aconteça ainda em 2026, no Tribunal do Júri. Larissa foi morta em março de 2025. Segundo a investigação, ela teria descoberto uma relação extraconjugal do marido e chegou a falar em separação um dia antes do crime.
Acusação do Ministério Público
De acordo com o Ministério Público, o médico Luís Antônio Garnica é apontado como mentor do crime, enquanto a mãe dele, Elizabeth Arrabassa, teria executado o assassinato.
A acusação sustenta que Larissa foi envenenada com chumbinho, a mando do marido, com o objetivo de evitar a divisão de bens em um possível divórcio. Ambos foram denunciados por feminicídio. O julgamento ainda não tem data definida, pois um recurso segue em análise no Tribunal de Justiça de São Paulo.
Andamento do processo
Segundo o promotor do caso, há expectativa de que o recurso seja julgado ainda no primeiro semestre, o que pode permitir a realização do júri no segundo semestre deste ano.
O Ministério Público argumenta que a consistência das provas já foi validada em decisões anteriores, incluindo a aceitação da denúncia e a manutenção da prisão dos réus.
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Defesa contesta acusações
A defesa de Elizabeth Arrabassa afirma que as provas são frágeis e sustenta que há dúvidas sobre a autoria do crime. A advogada indica que novos recursos podem ser apresentados em instâncias superiores, como o STJ e o STF.
Já o advogado de Luís Antônio Garnica busca a impronúncia do cliente, ou seja, que ele não seja levado a júri. Ele também pede que o réu responda ao processo em liberdade.
Relatos e memória da vítima
Pessoas próximas lembram Larissa como uma mulher dedicada e alegre. Uma ex-professora destacou que ela já havia relatado sentimentos de solidão meses antes do crime. O caso segue gerando comoção na cidade, enquanto familiares e amigos aguardam o desfecho judicial.



