A morte da menina Sophia Emanuelly de Souza, de 3 anos, gerou comoção e revolta na região e trouxe à tona um debate urgente, o silêncio diante de sinais de violência infantil. O laudo do IML apontou que a criança morreu por asfixia mecânica e apresentava fraturas e hematomas pelo corpo. Na coluna CBN Comportamento, a psicóloga Daniele destacou que casos assim não são episódios isolados, mas revelam falhas coletivas e sinais ignorados ao longo do tempo.
Com base no Estatuto da Criança e do Adolescente, a especialista lembrou que a responsabilidade pela proteção é compartilhada entre família, sociedade e poder público. Profissionais da saúde e da educação têm obrigação legal de denunciar suspeitas, mas vizinhos e qualquer cidadão também podem e devem agir. Entre os fatores que levam à omissão estão a negação da realidade, o medo de retaliação, a descrença nas instituições e a naturalização da violência.
A denúncia pode ser feita de forma anônima, inclusive pelo Disque 100 e pelo 181, e não é preciso ter certeza, a dúvida já é suficiente para acionar os órgãos competentes. Quer entender por que o silêncio perpetua a violência e como cada um pode agir? Ouça o áudio completo da coluna.