Márcio Spimpolo dá orientações de como agir em situações do tipo, destacando a importância de entrar em contato com parentes
Neste artigo, abordaremos como lidar com surtos de moradores em condomínios, focando em ações preventivas e de primeiros socorros.
Ações em caso de surto dentro da unidade
Se um vizinho apresentar um surto dentro de seu apartamento, e você souber que ele possui um diagnóstico psiquiátrico (esquizofrenia, transtorno bipolar, etc.), entre em contato imediatamente com um parente próximo. Caso não conheça nenhum familiar, ligue para o SAMU (192) e informe a situação ao médico atendente, fornecendo o contato do familiar ou do síndico, se possível. O serviço social do hospital irá auxiliar na localização de responsáveis caso o morador seja levado para atendimento médico.
Procedimentos em áreas comuns
Se o surto ocorrer em áreas comuns (piscina, parquinho, etc.), a situação pode ser mais grave, possivelmente envolvendo violência física. Nesse caso, o síndico deve acionar a Polícia Militar (190) para conter o incidente. O SAMU também pode ser chamado. O proprietário da unidade é o responsável legal por quaisquer danos materiais causados.
Leia também
- Ameaças em condomínio ribeirão preto: Moradores e síndico relatam rotina de medo convivendo com fazendeiro que ameaçou vizinhos
- Acidente de trabalho e direitos trabalhistas: O que pode ser considerado acidente de trabalho e o que fazer caso sofrer um?
- Fazendeiro Alipio João Júnior: Ex-companheira de fazendeiro que ameaçou vizinhos diz que foi agredida e estuprada por ele
Responsabilidades e medidas legais
O síndico deve registrar o ocorrido no regimento interno do condomínio, aplicando as sanções previstas (advertências ou multas). Se o regimento interno não contemplar o caso, o Código Civil deve ser consultado. Em casos de agressão física, a vítima pode buscar medidas legais cabíveis. É crucial agir com cautela, priorizando a segurança de todos os envolvidos, incluindo o morador em surto.
Em todos os casos, a prevenção é fundamental. A vigilância sobre crianças em áreas comuns é responsabilidade dos pais ou responsáveis. Deixar crianças desacompanhadas expõe-as a riscos, e o condomínio não se responsabiliza por incidentes dessa natureza. A comunicação entre moradores e a conscientização sobre saúde mental são cruciais para a construção de um ambiente seguro e harmonioso em condomínios.