Dia Mundial da Luta Contra o HIV foi no dia 1º de dezembro; quem fala é o doutor Ivan Savioli Ferraz, na coluna ‘Filhos e Cia’
Nesta semana, o programa Filhos e Companhia voltou a discutir o HIV, após o Dia Mundial de Luta contra a Aids (1º de dezembro), devido ao aumento de casos em adolescentes e às dúvidas dos ouvintes.
Transmissão vertical do HIV
Uma das principais perguntas abordadas foi sobre a transmissão do HIV da mãe para o filho. O Dr. Ivã explicou que, sem tratamento, a chance de transmissão é de 25% a 35%, podendo ocorrer durante a gestação, o parto ou a amamentação. No entanto, com o tratamento adequado, iniciado na gestação, essa chance cai para menos de 1%, demonstrando o avanço da ciência.
Amamentação e HIV
A amamentação em mães portadoras do HIV é um tema polêmico. Embora contraindicada na maioria dos países, incluindo o Brasil, devido ao risco de transmissão, mesmo com tratamento, existem casos excepcionais em comunidades com extrema pobreza onde a desnutrição da criança representa um risco maior que a infecção pelo HIV. O Dr. Ivã reforça que, em princípio, a amamentação não é recomendada para mães com HIV, pois ainda se trata de uma situação experimental.
Leia também
Expectativa de vida e HIV
Por fim, a discussão abordou a expectativa de vida de pessoas com HIV. A média de 12 anos no Brasil se refere àqueles que desenvolvem a Aids. Porém, com os tratamentos atuais, pessoas com HIV positivo podem viver décadas com uma vida normal, enquanto a sobrevida de crianças infectadas também é de 12 anos em média, mas com a possibilidade de viverem por muitos anos sem desenvolver a doença, embora o longo prazo ainda seja incerto. O Dr. Ivã finaliza enfatizando a importância da prevenção e do pré-natal para gestantes, permitindo o diagnóstico precoce e o tratamento para evitar a transmissão vertical do HIV.