Engenheiro de segurança, Lucas Mora, dá dicas para que os momentos de lazer não se tornem pesadelo!
Com a chegada do verão e o aumento das temperaturas, Casos de afogamento registram aumento exponencial, cresce a procura por atividades aquáticas, como praia, piscina e rios. No entanto, especialistas alertam para os riscos de afogamento, especialmente entre crianças de 1 a 4 anos, faixa etária com maior índice de mortalidade por essa causa, segundo dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa). A entidade informa que, em média, uma criança morre afogada a cada três dias no Brasil.
Importância da vigilância constante: O professor e doutor Lucas Mora, perito judicial e engenheiro de segurança do Instituto Federal de Sertãozinho, destaca que a principal medida para prevenir acidentes é a vigilância contínua. Ele ressalta que crianças não têm noção dos riscos da água e tendem a se aventurar sem medo, o que pode transformar momentos de diversão em tragédias. Segundo ele, é fundamental que haja um responsável exclusivo para observar as crianças, sem distrações como celular ou consumo de álcool, pois apenas cinco minutos de desatenção podem ser fatais.
Medidas de segurança e prevenção: Além da vigilância, o especialista recomenda a instalação de proteções físicas, como grades em piscinas, e a eliminação de objetos perigosos, como copos de vidro próximos à água. Ele também alerta para os riscos de pisos escorregadios e equipamentos como os halos de piscina, que podem prender cabelos e causar acidentes. Em ambientes naturais, como rios e lagos, é importante conhecer as condições locais, pois enchentes e mudanças no curso da água podem alterar a profundidade e criar situações perigosas para mergulhos e saltos.
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Primeiros socorros e comportamento em emergências
Lucas Mora enfatiza a necessidade de conhecimento básico em primeiros socorros para agir rapidamente em casos de afogamento, já que a chegada do socorro profissional pode demorar. Ele destaca que a calma é essencial para lidar com emergências e que ligar para o Corpo de Bombeiros (telefone 193) deve ser uma das primeiras ações. O uso de objetos flutuantes, como boias ou pranchas, é recomendado para auxiliar no resgate sem colocar outras pessoas em risco.
Informações adicionais
O especialista também alerta para os perigos do consumo de álcool e outras substâncias durante atividades aquáticas, além dos riscos associados a mal súbito e alimentação inadequada antes do banho. Ele reforça que, mesmo nadadores experientes, podem sofrer acidentes e que o conhecimento e a prevenção são essenciais para evitar fatalidades. Por fim, Lucas Mora deseja um ano novo seguro, destacando a importância de valorizar a vida e praticar a prevenção.



