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Casos de amputação por complicações do diabetes crescem e acendem alerta

Casos de amputação por complicações do diabetes crescem e acendem alerta
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Casos de amputação por complicações do diabetes crescem e acendem alerta

Casos de amputação por complicações do diabetes crescem e acendem alerta

Um levantamento recente do Ministério da Saúde revelou um aumento preocupante nos casos de amputação de membros inferiores, frequentemente associados a complicações do diabetes. Em entrevista ao Manhã CBN, o repórter Daniel Linto trouxe à tona orientações cruciais para pacientes e cuidadores, com o objetivo de prevenir desfechos graves.

O Alarme do Pé Diabético

Somente no primeiro semestre de 2024, o SUS registrou quase 6 mil casos de amputações, muitas delas decorrentes do chamado pé diabético. Essa condição surge devido a problemas de circulação e danos nos nervos, resultando em úlceras e infecções nos pés. A Dra. Anna Teresinha Giliamon, mestre vascular, enfatiza que o acompanhamento médico é crucial para todos os pacientes diabéticos, independentemente da idade. Um controle rigoroso da glicemia minimiza as chances de complicações vasculares, que afetam principalmente os vasos de pequeno calibre, como os dos pés.

Atenção à Perda de Sensibilidade

Outro ponto de atenção é o comprometimento dos nervos, que leva à perda de sensibilidade nos pés. Pequenos traumas, como os causados por sapatos inadequados ou andar descalço, podem evoluir para úlceras graves, especialmente em pacientes com má circulação. A Dra. Giliamon orienta sobre os cuidados essenciais: cortar as unhas de forma quadrada, evitar cutucar as unhas com objetos pontiagudos, secar bem os pés após o banho e usar sapatos confortáveis que ofereçam apoio adequado.

O Papel da Família e dos Cuidadores

A família e os cuidadores desempenham um papel fundamental, especialmente no caso de idosos com diabetes. Auxiliar na inspeção dos pés, escolher sapatos adequados e garantir a higiene são medidas preventivas importantes. Chinelos de dedo ou de borracha, por exemplo, não oferecem a segurança necessária ao pisar, aumentando o risco de ferimentos.

Ações preventivas, diagnóstico precoce e acompanhamento contínuo são, portanto, essenciais para preservar a integridade física dos pacientes, reduzir riscos e evitar desfechos mais graves.

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