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Casos de caxumba voltam a aumentar em São Paulo

Só na cidade de São Carlos foram registrados 90 casos; em todo o estado foram 842 até 16 de junho
Casos de caxumba
Só na cidade de São Carlos foram registrados 90 casos; em todo o estado foram 842 até 16 de junho

Só na cidade de São Carlos foram registrados 90 casos; em todo o estado foram 842 até 16 de junho

O aumento no número de casos de caxumba na região de São Carlos tem gerado preocupação. A cidade já registra pelo menos 90 casos confirmados, um ressurgimento da doença que antes era considerada incomum.

Em todo o estado de São Paulo, o Centro de Vigilância Epidemiológica contabilizou 842 casos até 16 de junho, com a faixa etária de 20 a 29 anos sendo a mais afetada, representando 277 ocorrências.

O Relato de um Paciente

O personal trainer Caenane Colette, diagnosticado com caxumba há 10 dias, relata não saber como contraiu a doença. “Pela minha profissão, tenho contato com muita gente, é um ambiente muito exposto. No dia em que fui ao médico, ele mencionou ter tratado quatro pessoas com caxumba”, conta.

Preocupação em Araraquara

A cidade de Araraquara também enfrenta um aumento significativo nos casos, com 63 confirmações. Este número é alarmante se comparado ao ano anterior, quando 79 pessoas foram diagnosticadas com caxumba durante todo o ano.

Walter Figueiredo, diretor do Serviço Especial de Saúde de Araraquara, levanta a hipótese de mutações no vírus. “Isso é uma prova de que o vírus está circulando e encontrando pessoas não devidamente imunizadas. O próprio vírus pode estar sofrendo alterações, o que pode diminuir a eficácia da vacina em alguns casos”, explica.

Sintomas, Transmissão e Complicações

O sintoma mais conhecido da caxumba é o aumento das glândulas salivares, causando inchaço na parte inferior do rosto. Outros sintomas incluem dor no pescoço, pálpebras e mandíbula, além de febre. A infectologista Estela Catelani explica que o período de incubação é de duas a três semanas, durante o qual a doença pode ser transmitida por gotículas de saliva, através da fala, beijos ou contato direto com a saliva.

Complicações da caxumba podem incluir orquite (inflamação dos testículos), ooforite (inflamação dos ovários), pancreatite e, em casos mais graves, meningite ou encefalite.

Vacinação e Prevenção

O Ministério da Saúde recomenda que bebês recebam a primeira dose da vacina com um ano de idade e a segunda dose três meses depois. Crianças e adultos não imunizados também devem procurar a vacinação. Em casos de surtos em instituições fechadas, como empresas e escolas, o Serviço Especial de Saúde realiza bloqueios vacinais para conter a propagação da doença.

A recomendação é que aqueles que não receberam a segunda dose da vacina, que passou a ser administrada a partir de 2014, busquem o reforço o mais rápido possível.

Medidas preventivas e a vacinação são cruciais para controlar a disseminação da caxumba e proteger a saúde da população.

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