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Casos de conjuntivite aumentam no verão e acendem alerta para prevenção

Doença responde por quase 30% dos atendimentos oftalmológicos de urgência e tem alta transmissibilidade, especialmente em ambientes coletivos
conjuntivite
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O verão, marcado por altas temperaturas e maior circulação de pessoas em ambientes de lazer, tem impulsionado o aumento dos casos de conjuntivite. Segundo especialistas, a doença já representa cerca de 30% dos atendimentos de urgência em consultórios e hospitais especializados em oftalmologia.

Piscinas, praias e locais fechados com grande circulação favorecem a disseminação do vírus, principalmente da conjuntivite viral, que é a forma mais comum da doença nesta época do ano. A condição provoca sintomas como olhos vermelhos, secreção, dor e fotofobia, o que leva muitos pacientes a buscarem atendimento médico imediato.

Alta transmissão

O oftalmologista Marcelo Jordão explica que a conjuntivite viral apresenta elevada capacidade de transmissão. O contágio ocorre principalmente pelo contato direto, mas também pode acontecer por meio de objetos e superfícies contaminadas.

Ambientes coletivos, como escolas, locais de trabalho e residências, facilitam a propagação. Por isso, a orientação é que pessoas infectadas evitem o convívio social durante o período de sintomas e adotem cuidados rigorosos de higiene.

Cuidados em casa

Entre as principais recomendações estão o isolamento de objetos pessoais, como toalhas e travesseiros, e a restrição do contato com outras pessoas da família. No ambiente de trabalho, quando o afastamento não é possível, o ideal é evitar o compartilhamento de equipamentos e manter distância dos colegas.

Segundo o especialista, ambientes fechados aumentam o risco de transmissão, tornando essencial a adoção de medidas preventivas até a completa recuperação.

Tratamento adequado

O tratamento varia conforme o tipo de conjuntivite. Nos casos bacterianos, colírios antibióticos costumam apresentar resposta rápida. Já nas conjuntivites virais, mais frequentes no verão, o uso de antibióticos não é eficaz.

Nessas situações, a evolução depende do ciclo do vírus e das condições imunológicas do paciente, podendo durar de alguns dias a várias semanas. Por isso, a avaliação médica é indispensável para definir a conduta correta.

Risco da automedicação

O médico alerta para os riscos da automedicação, prática comum entre pacientes que já tiveram conjuntivite anteriormente. O uso inadequado de colírios pode agravar o quadro e provocar lesões mais graves nos olhos.

Além disso, nem todo olho vermelho é causado por conjuntivite. Doenças como uveíte ou aumento da pressão ocular podem apresentar sintomas semelhantes e exigem tratamento específico.

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