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Casos de conjuntivite no Estado de São Paulo tem aumento de 50% no primeiro trimestre de 2024

Segundo especialistas, principal causa é a aglomeração em períodos mais quentes como o verão; evitar automedicação é recomendado
Casos de conjuntivite no Estado
Segundo especialistas, principal causa é a aglomeração em períodos mais quentes como o verão; evitar automedicação é recomendado

Segundo especialistas, principal causa é a aglomeração em períodos mais quentes como o verão; evitar automedicação é recomendado

O número de casos de conjuntivite no estado de São Paulo cresceu 50% nos primeiros três meses de 2024, Casos de conjuntivite no Estado de São Paulo tem aumento de 50% no primeiro trimestre de 2024, segundo levantamento divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde. O aumento é atribuído principalmente às condições típicas do verão, quando as pessoas tendem a se aglomerar em clubes, praias e piscinas, ambientes propícios para a transmissão do vírus causador da doença.

O oftalmologista José Augusto Cardílio explicou que a conjuntivite é causada por um vírus, geralmente um adenovírus, e não por bactérias, como algumas pessoas acreditam. Segundo ele, a maior circulação de pessoas e o contato próximo facilitam a transmissão, que ocorre principalmente por contato direto entre pessoas ou por meio de objetos contaminados, como toalhas e corrimãos.

“A explicação é lógica, por exemplo, é o verão e as pessoas, por tendências, ficam mais aglomeradas, nos clubes, na água de piscina, na praia. Então, teoricamente, como é um vírus, é diferente do que se acredita que é uma bactéria, não, realmente é um vírus. E a aglomeração, a água de piscina e praia, no verão a gente tem uma tendência, esse contágio é maior, é o que explicaria esse aumento que tivemos, que todo ano já é esperado, mas este ano foi um pouco maior em relação aos anos passados”, afirmou Cardílio.

O especialista ressaltou que a transmissão ocorre principalmente pelo contato direto, o que explica o aumento dos casos no verão, quando as pessoas estão mais próximas umas das outras. Ele citou exemplos comuns, como o uso compartilhado de toalhas e o contato com superfícies contaminadas, como corrimãos em ônibus.

“Você pega no corrimão, uma pessoa está com conjuntivite, ela pega no corrimão, você vai lá, pega e depois toca o seu olho. Geralmente são contatos diretos de pessoa para pessoa”, explicou.

Sobre o tratamento, Cardílio esclareceu que não existe uma medicação específica para a conjuntivite viral, e que o corpo combate a infecção por meio do sistema imunológico. O oftalmologista recomenda o uso de lubrificantes oculares e medidas preventivas para evitar a disseminação da doença, como não compartilhar sabonetes e toalhas e evitar contato próximo com outras pessoas enquanto estiver com sintomas.

“É como se fosse uma gripe, é um vírus, geralmente um adenovírus. Então, não tem um tratamento propriamente dito. O médico oftalmologista passa alguns lubrificantes e dá algumas medidas preventivas para você isolar o seu sabonete, toalhas em casa e evitar contato direto com outras pessoas”, explicou.

O especialista alertou para os riscos da automedicação, prática comum entre a população. Segundo ele, o uso inadequado de medicamentos pode levar à cronificação da conjuntivite, que pode evoluir para ceratoconjuntivite, uma condição mais grave que pode causar impactos a longo prazo na visão.

“A gente reforça evitar a automedicação, porque é muito comum as pessoas irem à farmácia e se automedicarem. Diferentemente, a conjuntivite tem uma duração curta, de 5 a 10 dias, mas em alguns casos, quando mal tratada ou com automedicação, ela pode cronificar e virar uma ceratoconjuntivite, inclusive com impacto a longo prazo”, alertou Cardílio.

Por fim, a orientação da Secretaria Estadual de Saúde e dos especialistas é que qualquer pessoa com sintomas de conjuntivite procure atendimento em postos de saúde para avaliação e orientação adequadas.

Fatores que contribuem para o aumento dos casos

  • Maior aglomeração de pessoas em ambientes como praias, clubes e piscinas durante o verão;
  • Contato direto entre pessoas e compartilhamento de objetos pessoais contaminados;
  • Transmissão facilitada pelo vírus adenovírus, causador mais comum da conjuntivite viral.
  • Contato direto pessoa a pessoa;
  • Contato com superfícies contaminadas, como corrimãos e toalhas;
  • Ambientes com maior circulação de pessoas aumentam o risco.

Transmissão da conjuntivite:

  • Não há tratamento específico para a conjuntivite viral;
  • Uso de lubrificantes oculares e medidas de higiene para evitar a disseminação;
  • Evitar automedicação para prevenir complicações;
  • Isolamento e não compartilhamento de objetos pessoais durante o período de contágio.

Tratamento e prevenção:

  • Procurar atendimento médico em postos de saúde ao apresentar sintomas;
  • Seguir orientações médicas para evitar a cronificação da doença;
  • Manter cuidados de higiene para prevenir a transmissão.
Entenda melhor

Recomendações à população: A conjuntivite viral é uma inflamação da conjuntiva, membrana que reveste a parte branca dos olhos e a parte interna das pálpebras. É causada principalmente por adenovírus e se caracteriza por vermelhidão, coceira, lacrimejamento e sensação de areia nos olhos. A doença é altamente contagiosa e costuma durar entre 5 e 10 dias, sendo o sistema imunológico responsável pela recuperação.

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