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Casos de dengue aumentam mais de 2000% em um ano em Ribeirão

São 6.982 casos de janeiro a julho contra 301 no mesmo período do ano passado; virologista explica os riscos da doença
casos de dengue
São 6.982 casos de janeiro a julho contra 301 no mesmo período do ano passado; virologista explica os riscos da doença

São 6.982 casos de janeiro a julho contra 301 no mesmo período do ano passado; virologista explica os riscos da doença

Ribeirão Preto enfrenta uma epidemia de dengue com números alarmantes. De janeiro a julho de 2023, 6.682 casos foram registrados, um aumento superior a 2.000% em comparação com o mesmo período de 2021, quando foram contabilizados apenas 301 casos. A alta transmissibilidade de uma variante do vírus, meses atrás, sobrecarregou os postos de saúde e hospitais.

Mudança de sorotipo e aumento de casos

Segundo o professor Benedito Lopes da Fonseca, do Departamento de Virologia da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto, a variação no número de casos de dengue é cíclica e está relacionada à mudança do sorotipo do vírus. Em 2023, quase 100% dos casos foram causados pelo vírus da dengue tipo 1, enquanto nos últimos anos o tipo 2 era predominante. Essa mudança explica a explosão no número de casos, já que muitas pessoas não tinham imunidade contra o tipo 1.

Previsões para os próximos meses e anos

O professor Fonseca explica que a transmissão da dengue diminui entre atrássto e novembro devido à redução da população de mosquitos. No entanto, espera-se um aumento nos casos a partir de dezembro, estendendo-se até maio de 2024. Ele prevê que o número de casos continuará elevado no próximo ano, seguindo um padrão cíclico de aumento e diminuição, dependendo do sorotipo circulante. A doença pode se manifestar em diferentes níveis de gravidade, sendo que os tipos 1 e 3 também podem causar formas graves.

Prevenção e combate à dengue

O combate à dengue requer ações conjuntas do poder público e da população. O professor destaca a importância da conscientização para evitar criadouros do mosquito, como o descarte correto de lixo e a limpeza de quintais. Embora a vigilância epidemiológica de Ribeirão Preto siga as recomendações do Ministério da Saúde, a participação da população é fundamental para controlar a proliferação do mosquito. Os principais sintomas da dengue são febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, dor nas juntas e dor atrás dos olhos. A ausência de sintomas respiratórios diferencia a dengue de outras doenças como a Covid-19. A busca por atendimento médico é crucial para diagnóstico rápido e tratamento adequado, com Ribeirão Preto oferecendo exames que fornecem resultados em menos de 24 horas em algumas unidades de saúde.

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