São 6.982 casos de janeiro a julho contra 301 no mesmo período do ano passado; virologista explica os riscos da doença
Ribeirão Preto enfrenta uma epidemia de dengue com números alarmantes. De janeiro a julho de 2023, 6.682 casos foram registrados, um aumento superior a 2.000% em comparação com o mesmo período de 2022 (301 casos).
Aumento exponencial e fatores contribuintes
O aumento drástico se deve principalmente à mudança no sorotipo predominante do vírus. Em 2023, quase 100% dos casos foram causados pelo vírus da dengue tipo 1, enquanto nos últimos anos o tipo 2 era predominante. Isso gerou uma grande quantidade de pessoas suscetíveis ao tipo 1, resultando na explosão de casos observada.
Projeções para o futuro e prevenção
Embora a transmissão tenda a diminuir entre atrássto e novembro devido à redução da população de mosquitos, espera-se um novo aumento de casos a partir de dezembro e até maio de 2024. O professor Benedito Lopes da Fonseca, da USP Ribeirão Preto, explica que esse padrão de oscilação é comum, com picos seguidos por períodos de menor incidência, dependendo do sorotipo circulante. A prevenção continua sendo crucial, exigindo a colaboração tanto do poder público quanto da população no combate aos criadouros do mosquito Aedes aegypti.
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Sintomas e diagnóstico
A dengue pode se manifestar com febre alta, dor de cabeça, dor no corpo, dor nas juntas e dor atrás dos olhos. É importante diferenciar dos sintomas gripais, pois a dengue geralmente não causa coriza ou dor de garganta. Em Ribeirão Preto, o diagnóstico é ágil, com exames que fornecem resultados em menos de 24 horas em unidades básicas de saúde.
A situação exige atenção contínua. A combinação de ações eficazes do poder público e a conscientização da população para eliminar criadouros do mosquito são fundamentais para controlar a proliferação da doença e minimizar o impacto da epidemia.


