Pediatra Ivan Savioli comenta como a doença age nas crianças e como os casos podem agravar; ouça a coluna ‘Filhos e Cia’
Neste artigo, discutiremos a dengue, uma doença que preocupa pais e médicos, especialmente em crianças. Com o aumento significativo de casos, é crucial entender seus sintomas, diagnóstico e prevenção.
Dengue em Crianças: Sintomas e Diagnóstico
A dengue em crianças pequenas (abaixo de 2 ou 3 anos) pode ser desafiadora de diagnosticar. Os sintomas clássicos como febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos e mal-estar podem ser confundidos com outras viroses infantis. A irritabilidade, frequentemente associada à febre, dificulta ainda mais a identificação precoce da doença. Uma característica que auxilia o diagnóstico é a ausência de sintomas respiratórios (coriza e tosse), ao contrário da gripe.
Gravidade e Complicações da Dengue
Contrariamente à crença popular, a dengue não é mais grave em crianças do que em adultos. A taxa de complicações e letalidade é semelhante em ambos os grupos etários, exceto em pacientes acima de 60 anos. É importante ressaltar que o risco de complicações, como a dengue hemorrágica, aumenta com cada episódio subsequente da doença. Portanto, a prevenção é fundamental.
Leia também
Prevenção e Cuidados
A prevenção da dengue concentra-se na eliminação de criadouros do mosquito Aedes aegypti. A inspeção semanal da casa para eliminar água parada em pneus, garrafas, vasos e outros recipientes é crucial. Embora a dengue não seja transmitida pelo ar, como a Covid-19, uma criança com dengue geralmente não estará em condições de ir à escola devido ao mal-estar. Assim que se sentir melhor, pode retornar às atividades normais. Em caso de dúvida sobre os sintomas, a consulta médica é sempre recomendada.
Em resumo, a conscientização sobre os sintomas, a importância da prevenção através da eliminação de criadouros do mosquito e a busca por atendimento médico em caso de suspeita são essenciais para o controle da dengue, protegendo principalmente as crianças.