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Casos de feminicídio no estado de São Paulo aumentaram 19% em relação ao ano passado

Entre as 142 vítimas de 2023, pelo menos 12 tinham medidas protetivas contra os agressores
feminicídio São Paulo
Entre as 142 vítimas de 2023, pelo menos 12 tinham medidas protetivas contra os agressores

Entre as 142 vítimas de 2023, pelo menos 12 tinham medidas protetivas contra os agressores

Aumento de feminicídios preocupa autoridades paulistas

Números alarmantes

O estado de São Paulo registrou um aumento de 19% nos casos de feminicídio em comparação com o ano anterior. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, 142 mulheres foram assassinadas nos primeiros oito meses de 2023. Em Ribeirão Preto, foram concedidas 1.636 medidas protetivas pela justiça no mesmo período.

Falhas na proteção

Apesar das medidas protetivas, muitas mulheres ainda se sentem desprotegidas. O relato de uma mulher que preferiu não se identificar ilustra essa realidade: após o fim de seu casamento, ela sofreu mais de três anos de violência psicológica por parte do ex-marido, que nunca foi preso, mesmo após quatro pedidos de medidas protetivas. Das 142 mulheres mortas este ano, 12 possuíam medidas protetivas contra seus agressores.

A importância da denúncia

A delegada Jamila Ferrari, coordenadora das delegacias de defesa da mulher, destaca que a maioria dos feminicídios ocorre dentro de casa, praticados por atuais ou ex-companheiros. A delegada enfatiza a importância de denúncias, que podem ser feitas tanto na Polícia Militar quanto na Polícia Civil. A pronta denúncia de qualquer tipo de violência é crucial para a proteção das mulheres.

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