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Casos de violência contra animais reacendem debate sobre empatia e responsabilidade social

Análise da psicóloga Daniele Zeot discute impactos emocionais, transtorno de conduta e o papel da família diante de crimes que chocaram Ribeirão Preto e o país
violência
Cachorro Orelha - divulgação

Os casos recentes de violência extrema contra animais, como o do cachorro Orelha e o de uma cadela arrastada até a morte em Ribeirão Preto, ultrapassaram as redes sociais e provocaram forte comoção. Mais do que episódios isolados, as situações reacendem discussões sobre empatia, valores sociais e a forma como a sociedade reage ao sofrimento, especialmente dos mais vulneráveis.

Em análise no Manhã CBN, a psicóloga Danielle Zeoti afirmou que esse tipo de crime evidencia uma “falência do humano” e pode estar associado ao transtorno de conduta, comum na infância e adolescência. Segundo ela, a prática cruel contra animais é um sinal de alerta importante, já que pode anteceder o transtorno de personalidade antissocial na vida adulta, sobretudo quando há histórico de comportamentos transgressivos e ausência de limites.

A especialista também destacou o papel decisivo do ambiente familiar, chamando atenção para os riscos tanto da violência quanto da permissividade extrema na criação dos filhos. Para Daniele, o enfrentamento do problema exige responsabilização legal, tratamento psicológico e envolvimento de toda a coletividade. A análise completa você confere no áudio da coluna CBN Comportamento.

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