Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (27), às 11h, em 90,5 FM e pelo site
Neste sábado, a Central Brasileira de Notícias (CBN) dedicou seu programa esportivo a um tema em ascensão no Brasil: o futebol americano. A transmissão, que alcançou mais de 150 cidades, contou com a participação de representantes do Ribeirão Preto Challenger, time da primeira divisão do campeonato brasileiro, além de jornalistas e comentaristas da ESPN.
O crescimento explosivo do futebol americano no Brasil
O comentarista Paulo Mancha traçou um panorama do crescimento exponencial do esporte nos últimos anos. De 2008, quando praticamente não havia times estruturados, até os mais de 300 times existentes atualmente, incluindo cerca de 80 nas ligas principais, o futebol americano vive um boom sem precedentes no país. Mancha compara esse crescimento apenas ao do MMA nos anos 2000, destacando a dificuldade inicial em importar equipamentos e a falta de campos adequados para a prática do esporte.
Desafios e conquistas do Ribeirão Preto Challenger
Felipe, presidente do Ribeirão Preto Challenger, e Francisco, treinador da equipe, compartilharam a trajetória do time. Fundado em 2007 através do Orkut, o time superou dificuldades iniciais na busca por uniformes, equipamentos e campos de treinamento. Atualmente, conta com 77 atletas e 10 membros na comissão técnica, treinando e jogando no campo da Moura Lacerda, uma parceria crucial para o sucesso da equipe. A questão financeira é um grande desafio, com o time recorrendo a rifas, vendas de pizzas e eventos para custear viagens e participação em campeonatos.
O futebol americano como evento e a cultura esportiva brasileira
A discussão se estendeu à diferença cultural entre a forma como o futebol americano é tratado nos EUA e no Brasil. Nos EUA, um jogo é um evento que envolve entretenimento e atividades diversas além da partida em si, gerando receita e promovendo uma experiência familiar e menos voltada para a violência. Os participantes destacaram a necessidade de se replicar esse modelo no Brasil para promover o crescimento sustentável do esporte, além de mitigar a cultura de violência associada a outros esportes no país.



