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CBN Esportes Especial entrevista o ex-lateral do São Paulo Fábio Aurélio

Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (29), às 11h, em 90,5 FM e pelo site
Fábio Aurélio
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O programa Almanac da CBN discutiu sustentabilidade no agronegócio, com o economista José Carlos de Lima Júnior e o professor de Políticas Ambientais da USP, Marcelo Pereira de Souza. O debate focou principalmente na nova legislação sobre agroquímicos e o uso de energias renováveis.

Agroquímicos: Controle e Riscos

Júnior alertou sobre os riscos da nova legislação para o meio ambiente, argumentando que o Brasil está liberando agrotóxicos sem controle, ao contrário da tendência mundial de regulamentação mais rígida. Ele comparou a situação ao controle de medicamentos, onde a venda é regulamentada para evitar o consumo excessivo. A discussão centralizou-se na necessidade de controle por órgãos como a Anvisa e o Ministério do Meio Ambiente, com participação da sociedade.

Energias Renováveis: Potencial e Desafios

A conversa abordou o potencial do Brasil na produção de biogás e biometano, especialmente no setor sucroalcooleiro. A região de Ribeirão Preto, grande produtora de etanol e açúcar, foi destacada como exemplo. O gerente executivo da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano, Alessandro Sanches, mencionou a possibilidade de suprir 70% da demanda nacional de diesel com biometano a partir do setor sucroalcooleiro. Apesar do potencial, a substituição do diesel por biocombustíveis enfrenta barreiras econômicas, principalmente enquanto o petróleo permanece barato. O Paraná foi citado como exemplo de sucesso na produção de biogás e biometano a partir de diferentes fontes orgânicas.

Agricultura Sustentável: Desafios e Necessidades de Mudança

O programa também discutiu os desafios para os produtores rurais na adoção de práticas sustentáveis. A necessidade de um exemplo por parte do Estado foi enfatizada, criticando-se a burocracia e a desconfiança do governo em relação aos produtores. A discussão incluiu a importância da preservação do solo e dos recursos hídricos como ativos fundamentais para a sustentabilidade econômica e ambiental da agricultura. A lentidão na aprovação de leis e políticas públicas que incentivam a sustentabilidade também foi criticada, apontando o atraso do Brasil em relação a outros países no desenvolvimento de tecnologias e práticas sustentáveis. A necessidade de uma política pública mais agressiva para a transição para energias renováveis, como a solar, também foi destacada, incluindo a importância da descentralização da produção de energia solar para evitar problemas ambientais e econômicos.

O debate evidenciou a complexidade dos desafios da sustentabilidade no agronegócio brasileiro, destacando a necessidade de políticas públicas mais eficazes, controle mais rigoroso de agroquímicos e maior investimento em energias renováveis, além da conscientização e participação de todos os atores envolvidos, desde o governo até o produtor rural.

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