Ouça o segundo bloco do programa deste sábado 2 de maio
Em um bate-papo descontraído, o ex-centroavante Newton Rodarte compartilhou suas experiências marcantes no futebol, desde os tempos de Santos e Palmeiras até sua passagem pelo futebol argentino e, claro, pelo Comercial de Ribeirão Preto.
A Chegada ao Comercial e o Time Inesquecível de 1966
Rodarte relembrou sua chegada ao Comercial em 1966, um time que, segundo ele, tinha tudo para ser campeão. Ele descreveu um elenco repleto de talentos, com jogadores como Peixinho, Luiz Paulo, Bim, Jair Bala e Carlos César, cada um com suas qualidades únicas. Jair Bala, vindo de Minas Gerais, estava no auge de sua carreira. Paulo Bim marcava gols de costa, e Carlos César era um exímio batedor de faltas. O time era tão bom que, segundo Rodarte, só não foi campeão porque “Jesus não quis”.
Clássico Come Fogo: Uma Guerra Local
O ex-atacante também falou sobre a intensidade do clássico Come Fogo, entre Comercial e Botafogo. Segundo ele, a rivalidade era tão grande que envolvia jogadores, comissão técnica e diretores. A preparação para o jogo era intensa, com concentração fora da cidade para evitar qualquer tipo de influência. Rodarte revelou que perder qualquer jogo do campeonato era aceitável, menos o Come Fogo.
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A Amizade com Telê Santana e Lições do Futebol
Rodarte compartilhou sua amizade com Telê Santana, a quem considera um dos maiores treinadores que o Brasil já teve. Ele destacou a perfeição de Telê e sua atenção aos detalhes, como o treinamento com bolinhas de tênis para aprimorar a técnica dos jogadores. O ex-atacante também mencionou sua passagem pelo 15 de Piracicaba, onde participou da inauguração do estádio Barão da Serra Negra.
As memórias de Rodarte revelam um tempo em que o futebol era vivido com paixão e rivalidade acirrada, mas também com amizade e respeito entre os jogadores.



