Ouça o segundo bloco do programa de 13 de setembro
Em um especial do CBN Esportes, o programa deste sábado recebeu José da Silva, 81 anos, carinhosamente conhecido como Maneca, ex-jogador de linha que marcou época no Comercial. Maneca relembrou sua trajetória desde Batatais até Ribeirão Preto, sua ida ao São Paulo para substituir Zinho, e os tempos em que os times da região eram verdadeiros ‘timassos’, com jogos acirrados, especialmente contra a Ferroviária.
A Ferroviária e os Clássicos Regionais
Maneca destacou a força da Ferroviária, um dos times mais temidos do interior, e relembrou Peixinho, autor do primeiro gol no Morumbi, que reside em Piracicaba. A conversa também abordou os clássicos ‘Come Fogo’ entre Comercial e Botafogo, que, segundo Maneca, eram muito mais intensos do que os de hoje. Ele compartilhou que disputou sete ‘Come Fogo’, vencendo três, empatando dois e perdendo dois, mantendo uma vantagem no histórico pessoal.
Rivalidade e Fé
Os ‘Come Fogo’ paravam a cidade, com os preparativos começando já no sábado para o jogo de domingo. Maneca também compartilhou uma curiosa história de quando ele e seu irmão Toninho foram proibidos de frequentar a missa na Vila Tibério, reduto do Botafogo, devido à rivalidade clubística. A situação era tão intensa que a preferência clubística influenciava até mesmo o ambiente religioso.
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Amizade com Pelé e Legado no Futebol
Maneca também falou sobre sua amizade com Pelé, que começou através do pai do Rei. Ele relembrou os jogos contra Pelé em Bauru e Santos, na Vila Belmiro, e as inevitáveis derrotas. Betinho, filho de Maneca, mencionou a participação na inauguração da Casa do Pelé em Santos, onde reencontraram Edinho e a filha de Pelé. Ao comparar Zizinho, Garrincha e Pelé, Maneca não hesitou em eleger Pelé como o melhor, seguido por Zizinho, ressaltando que Pelé já entrava em campo com a certeza da vitória.
O Futebol de Antigamente e o Atual
Valadão questionou Maneca sobre as mudanças no futebol. Maneca lamentou a falta de jogadores que armam o jogo hoje em dia, comparando com sua época, onde havia três jogadores no meio-campo com funções específicas. Ele relembrou sua parceria com Dino Sani no São Paulo, onde ele armava as jogadas para o atacante marcar. A conversa também abordou a evolução do material esportivo, que, apesar de mais moderno, não supera o romantismo do futebol da época de Maneca.
Tecnologia e a Essência do Futebol
Maneca acredita que os jogadores de sua época seriam ainda melhores com a tecnologia atual. Ele também mencionou a introdução dos cartões amarelo e vermelho a partir de 1970 e a evolução dos estádios. Apesar das dificuldades da época, como campos de terra e bolas pesadas, Maneca ressaltou que não havia tanta confusão nos campos como hoje. Ele também revelou ser torcedor do São Paulo e expressou sua opinião sobre Rogério Ceni e a necessidade de preparar um substituto para ele.
Ao final, Maneca expressou sua gratidão pela oportunidade de compartilhar suas histórias e relembrar os tempos áureos do futebol.



