Ouça o programa que foi ao ar neste sábado (4), às 11h, em 90,5 FM e pelo site
Neste sábado, o programa CBN Sports recebeu Rock Junior, ex-jogador com uma vitoriosa carreira internacional, atualmente gerente de futebol da Ferroviária. A conversa abordou sua trajetória, desde os primeiros passos até sua experiência na gestão esportiva.
De Minas Gerais para a Itália: a mudança de vida
A entrevista relembrou a passagem marcante de Rock Junior pelo Palmeiras, que culminou em uma proposta internacional. Ele detalhou a negociação, esclarecendo que seu empresário, Claudio Guadagn, conduziu as conversas com Parma e Roma, antes da escolha pelo Milan. A decisão, segundo Rock, foi acertada, pois a experiência no Milan o transformou como jogador e ser humano, abrindo-o a uma nova cultura e realidade.
A transformação no Milan e a conquista da Copa do Mundo
A mudança para a Itália representou um choque cultural e tático para Rock. Ele descreveu as diferenças entre o futebol brasileiro e italiano da época, destacando a ênfase na tática coletiva e posicionamento individual no Milan, em contraste com o estilo mais individualista do futebol brasileiro. Essa experiência, combinada com a convivência com grandes jogadores como Maldini e Costacurta, contribuiu significativamente para sua evolução. Sua trajetória no Milan o preparou para a Copa do Mundo de 2002, onde conquistou o título mundial com a seleção brasileira.
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A transição para a gestão e o futuro da Ferroviária
Após encerrar sua carreira como jogador, Rock Junior iniciou um projeto em São José dos Campos, o Futebol Clube, em 2007. Essa experiência, aliada a cursos de treinador e gestão, o levou a trabalhar como scout para a seleção brasileira e, posteriormente, a assumir posições de gestão em clubes como o Ituano e, atualmente, a Ferroviária. Ele descreveu a Ferroviária como um clube em crescimento, com uma boa estrutura e um futuro promissor, projetando a equipe na Série B do Campeonato Brasileiro em cinco anos.
A entrevista finalizou com um rápido bate-bola, onde Rock Junior compartilhou memórias marcantes de sua carreira, incluindo o jogo mais difícil (Bélgica na Copa de 2002), o gol mais importante (pênalti decisivo), os melhores treinadores com quem trabalhou (Zaccheroni e Felipão), e os principais adversários e companheiros de equipe. A conversa destacou a paixão e a satisfação que o futebol representa para ele, após uma carreira repleta de conquistas e desafios.



