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Em um mergulho nostálgico no mundo do futebol, resgatamos a entrevista com o ex-atacante Antoninho, um ícone que marcou época no Botafogo de Ribeirão Preto. Recordamos os tempos áureos do esporte, onde a paixão pela camisa e o fervor da torcida moldavam o cenário.
O Futebol Artesanal de Antigamente
Antoninho descreve um futebol ‘artesanal’, bem diferente do atual. Naquela época, o esporte era um amálgama de amadorismo e profissionalismo nascente. Os clubes, impulsionados por treinadores argentinos, buscavam aprimorar suas táticas. Jogava-se com garra, honrando a camisa e contando com o apoio incondicional da torcida. O profissionalismo ainda engatinhava, sem carteira assinada ou reconhecimento formal. Os contratos eram informais, e o passe do jogador pertencia ao clube, limitando sua autonomia.
Desafios e Romantismo
As dificuldades eram inúmeras: campos precários, bolas pesadas e chuteiras desconfortáveis. As viagens eram longas e exaustivas, com hotéis improvisados. Apesar disso, Antoninho ressalta o romantismo daquele futebol, onde a paixão superava as adversidades. O jogador da época era visto com desconfiança, enfrentando preconceitos e dificuldades para construir relacionamentos.
O Botafogo e o Interior Paulista
Antoninho relembrou sua chegada ao Botafogo em 1958, um momento marcante em sua carreira. O clube, na época, era uma força no interior paulista, revelando talentos e desafiando os grandes da capital. Sua trajetória o levou à Fiorentina, na Itália, tornando-se o primeiro jogador de Ribeirão Preto a atuar em um clube europeu.
Antoninho construiu uma história de amor com Ribeirão Preto, onde formou sua família e criou laços duradouros. Mesmo com propostas tentadoras de outros clubes, preferiu permanecer na cidade, retribuindo o carinho e o reconhecimento que sempre recebeu.



