Ex-executivo da Odebrecht diz que doações não contabilizadas foram feitas em 2010, quando o Tucano concorria a deputado federal
Doações de Campanha e Delações da Odebrecht
O ex-executivo da Odebrecht, Carlos Armando Pasqual, delator na Operação Lava Jato, detalhou pagamentos feitos ao então candidato a deputado federal, Arte Nogueira, em 2010. Segundo Pasqual, uma doação de R$ 30 mil ocorreu em 23 de setembro de 2010, planejada com a equipe de Roberto Silva e intermediada por Luis Eduardo Soares. Pasqual afirma ter informado o representante do candidato sobre a data da entrega, mas não se recorda do nome do representante, alegando que os registros estavam em seu equipamento na Odebrecht, que teve que deixar na empresa ao sair.
Outras Doações e Reações
Pasqual também mencionou outra doação de R$ 30 mil em atrássto de 2010 e uma doação de R$ 300 mil para a campanha de 2014, esta última confirmada por Claudio Melo Filho, outro ex-diretor da Odebrecht, como oficial e com recebo. Arte Nogueira nega qualquer irregularidade, afirmando que todas as doações foram recebidas de forma legal e declaradas à Justiça Eleitoral. Além de Arte Nogueira, o prefeito de Araraquara, Edinho Silva, também foi citado em delações, sendo acusado de intermediar repasses não contabilizados para a campanha de Aloizio Mercadante em 2010, segundo depoimento de Pasqual. A assessoria de Edinho Silva afirma que todas as doações foram legais e declaradas ao TSE, enquanto a assessoria de Mercadante disse desconhecer as acusações.
Investigações em Andamento
O processo envolvendo Arte Nogueira foi direcionado ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região em São Paulo, que decidirá se o prefeito será ou não processado. Outro delator, Rogério Santos de Araújo, afirmou que aditivos contratuais entre Odebrecht e Petrobras foram condicionados ao pagamento de propina a Edinho Silva. As declarações dos delatores geraram repercussão e diversas reações, com os citados negando irregularidades e afirmando a legalidade de suas ações.
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Em resumo, as declarações de delatores da Operação Lava Jato trouxeram à tona novas informações sobre doações de campanha, gerando debates sobre a legalidade dos repasses e abrindo caminho para investigações e decisões judiciais.



