Medida visa fiscalizar a origem e a qualidade dos produtos; ouça a entrevista com o engenheiro agrônomo Luiz Fernando Zorzenon
A partir de janeiro de 2024, a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) implementará uma nova regra que exigirá rastreabilidade de todos os alimentos que entrarem em seus domínios. Essa medida, que atende a um pedido do Ministério Público após a identificação de cargas sem origem na Ceagesp, impactará diretamente produtores, distribuidores e consumidores.
Segurança Alimentar e Qualidade dos Produtos
A rastreabilidade dos alimentos, ou seja, o controle de sua origem e percurso até o consumidor final, visa garantir a segurança alimentar e a qualidade dos produtos. Com esse sistema, será possível rastrear a origem de eventuais problemas, como contaminação ou uso de agrotóxicos, permitindo a rápida retirada do produto do mercado. Além disso, a medida combate a comercialização de produtos roubados.
Impacto para Produtores e Distribuidores
Para os produtores, a rastreabilidade exige um registro detalhado de todas as etapas da produção, incluindo o uso de defensivos agrícolas. Embora represente um acréscimo de trabalho, essa prática garante maior transparência e confiança, valorizando produtos de qualidade. A nota fiscal continua sendo o documento obrigatório, mas cada embalagem precisará de uma etiqueta com informações como nome do produtor, CNPJ e lote. Distribuidores e supermercados também precisarão controlar a rastreabilidade dos produtos que comercializam.
Benefícios para o Consumidor
O consumidor se beneficia com a garantia de segurança e qualidade dos alimentos adquiridos. A rastreabilidade permite que ele tenha mais informações sobre a origem e o processo de produção dos produtos, podendo fazer escolhas mais conscientes. A medida também contribui para a redução de fraudes e o combate ao comércio ilegal.
Em resumo, a nova fiscalização na Ceagesp, que entrará em vigor em janeiro, representa um avanço significativo na segurança alimentar e na transparência da cadeia produtiva. A exigência de rastreabilidade beneficia produtores, distribuidores e, principalmente, os consumidores, garantindo a qualidade e a segurança dos alimentos.



