Encontro aconteceu nesta quarta, na Câmara Municipal; munícipes confirmaram o atendimento precário no Sistema Único de Saúde
Filas no SUS de Ribeirão Preto: relatos de moradores
A Comissão Especial de Estudos que analisa as filas do Sistema Único de Saúde (SUS) em Ribeirão Preto ouviu, na tarde de quarta-feira, três líderes comunitários na Câmara Municipal. Os relatos apontaram problemas com filas de espera e falta de informação por parte dos funcionários da prefeitura nas unidades de saúde.
Falta de orientação e estrutura
José William Duarte destacou a falta de orientação dos funcionários sobre programas governamentais, como a Lei das Filas e o Saúde Digital. Wilson Pereira de Araújo cobrou uma reestruturação da saúde no bairro Eitor Rigon, na zona norte da cidade. Já Cris Silva, moradora do Sumarezinho, reclamou da demora na inauguração da UPA Cuiabá, pronta há um ano, mas sem corpo clínico.
Situação inaceitável e necessidade de auditoria
O presidente da Comissão, Viriador Macus Papa, afirmou que os depoimentos reforçaram informações já apuradas. A aprovação da Lei das Filas, que obriga a prefeitura a publicar a lista de espera por consultas e exames, revelou filas gigantescas, com tempos de espera chegando a 40 meses em algumas especialidades. Essa situação, segundo Papa, é inaceitável e necessita de auditoria. A comissão também investiga a falta de médicos, agravada pela aposentadoria de profissionais do Hospital das Clínicas sem a devida substituição por concursados. A comissão continuará ouvindo usuários do SUS e, no próximo ano, o secretário de saúde, Felipe Mello.
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A comissão seguirá investigando as causas das longas filas de espera e buscando soluções para melhorar o acesso à saúde em Ribeirão Preto. O trabalho da comissão é fundamental para garantir o direito à saúde da população.



