Regina Márcia Fernandes pediu a transformação em CPI para investigar o uso do recurso para outros fins pela Prefeitura
Nesta sexta-feira, a Comissão Especial de Estudos (CEE) da Câmara Municipal de Ribeirão Preto realizou audiência para investigar o caso Sevandija. Esperava-se o depoimento de André Rentes, ex-advogado de Maria Zueli Librandi, e Regina Marcia Fernandes, coordenadora do Departamento Jurídico do Sindicato dos Servidores Municipais.
Ausência de André Rentes e Esclarecimentos de Regina Marcia Fernandes
André Rentes, por orientação de seu advogado, não compareceu à audiência, alegando que sua participação já está sendo apurada em processo criminal. Regina Marcia Fernandes, por sua vez, foi questionada sobre a suspensão de 28,35% dos proventos de servidores municipais, referentes à correção do Plano Collor, pagos há mais de oito anos. Ela esclareceu que não há relação entre esses pagamentos e os valores investigados na Operação Sevandija, afirmando que o acordo de 2008 foi homologado judicialmente.
Medidas da CEE e Pedido de CPI
Diante das informações, a CEE pretende adotar duas medidas. A primeira é tentar suspender, junto aos bancos, a cobrança de valores de servidores que já haviam negociado suas dívidas e atrásra sofrem débitos mesmo com a suspensão dos pagamentos. A segunda, solicitada pelo sindicato, é transformar a CEE em Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o uso indevido dos valores que deveriam estar depositados em juízo, conforme pedido indeferido judicialmente. O sindicato alega que a prefeitura utilizou indevidamente esses recursos.
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Próximos Passos e Liberação de Wagner Rodríguez
A CEE também aguardava o depoimento de Wagner Rodríguez, ex-presidente do sindicato dos servidores municipais, sobre denúncias de envolvimento do sindicato no escândalo de corrupção. A Justiça liberou Rodríguez para participar de audiências públicas na Câmara Municipal, após proibição anterior de frequentar prédios públicos. Ele será ouvido em breve pela CEE.



