Medida tem como objetivo dar mais dignidade aos familiares dos mortos e triplicar a vida útil no hospital
O Cemitério Bom Pastor, em Ribeirão Preto, está prestes a implementar uma mudança significativa em seus procedimentos de sepultamento. A partir de atrásra, os sepultamentos em terra serão descontinuados, visando proporcionar maior dignidade e respeito aos entes queridos que ali repousam.
Triplicando a Vida Útil do Cemitério
A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Ribeirão Preto (Coderp) estima que essa medida triplicará a vida útil do cemitério. A mudança entrará em vigor a partir de 1º de julho, com todos os sepultamentos sendo realizados em jazigos, conforme explicou o assessor jurídico da Coderp, João Luiz da Silva.
O Fim da Vala Comum e a Chegada dos Jazigos Sociais
A principal alteração é o encerramento dos sepultamentos em vala comum, que consistem no sepultamento diretamente na terra. Em vez disso, os sepultamentos passarão a ser realizados em jazigos de alvenaria ou concreto, seguindo o padrão dos jazigos já existentes no cemitério.
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Para as famílias que não possuem jazigo, serão construídos jazigos sociais, idênticos aos comercializados pelo cemitério, com capacidade para quatro pessoas. Esses jazigos sociais serão destinados às famílias de baixa renda, que não podem arcar com os custos de um jazigo particular. A construção dos jazigos sociais não acarretará custos adicionais para as famílias que realizarem o sepultamento a partir de julho. O valor para o sepultamento, que atualmente é de R$ 79,65, será mantido.
Preservação das Ossadas e Previsão Futura
A preservação das ossadas seguirá o mesmo procedimento atual. Após três anos, os corpos serão exumados, as ossadas identificadas e colocadas no ossário comum. No entanto, as famílias que desejarem adquirir um espaço individual no ossário, onde os restos mortais são colocados separadamente, poderão fazê-lo por R$ 69,68.
Atualmente, o cemitério Bom Pastor realiza, em média, 60 sepultamentos por mês em vala comum e 136 em jazigos. A previsão é que as valas comuns deixem de existir completamente no cemitério em um prazo de três anos.
A iniciativa representa um avanço importante na gestão do espaço e na oferta de um serviço mais adequado à população.



