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Cenário não é otimista e os preços vão continuar subindo, afirma representante do Núcleo Postos de Ribeirão

Com a safra em reta final, a produção vai cair nas próximas semanas, o que reduz os estoques e faz elevar o preço do etanol
preços combustíveis
Com a safra em reta final, a produção vai cair nas próximas semanas, o que reduz os estoques e faz elevar o preço do etanol

Com a safra em reta final, a produção vai cair nas próximas semanas, o que reduz os estoques e faz elevar o preço do etanol

O preço do álcool em Ribeirão Preto atingiu R$ 4,80, o maior valor desde a greve dos caminhoneiros em 2018. Para discutir o assunto, conversamos com Fernando Roca, representante do Núcleo de Postos da cidade.

Alta dos preços e perspectivas futuras

Segundo Roca, a situação não é otimista e os preços devem continuar subindo. A safra de etanol está em seu fim, e o período de entressafra resultará em queda na produção e aumento nos preços. Além disso, a produção de açúcar está mais vantajosa para os usineiros, o que contribui para a alta do etanol.

Impacto do aumento do diesel e carga tributária

O aumento recente de quase 9% no diesel impactará outras cadeias de produção, incluindo o preço da gasolina. Roca destaca que o transporte rodoviário, principal meio de transporte no Brasil, utiliza diesel, o que afetará diretamente o custo do transporte de combustíveis. Ele também aponta que os impostos embutidos nos combustíveis podem chegar a quase 50% do preço final, com uma carga tributária significativa do governo estadual.

Alternativas e reflexões sobre o futuro

Como alternativa para economizar, Roca menciona o GNV (Gás Natural Veicular), que teoricamente é mais barato. No entanto, a infraestrutura para o GNV em Ribeirão Preto ainda é limitada, com apenas quatro postos de abastecimento. A conversão de veículos para GNV pode ser uma boa alternativa para motoristas profissionais, mas para veículos particulares, o receio em relação à segurança ainda é um fator inibidor. A entrevista também abordou a polêmica proposta de lei que pretende acabar com a obrigatoriedade de frentistas nos postos de gasolina. Roca destaca que, embora reduziria custos para os postos, geraria desemprego e precisa de ampla discussão sobre seus impactos sociais e econômicos.

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